Arquitetura assinada por nomes consagrados, parcerias com marcas e grifes internacionais, a maior integração possível com a natureza e uma infraestrutura de lazer cada vez mais completa e com novidades. Na opinião de especialistas, essas são as tendências que farão sucesso no mercado imobiliário, principalmente de alto luxo, em 2026. A ideia é oferecer aquele algo mais, com diferenciais, para o público de alta renda.
“Diante de eventos climáticos cada vez mais intensos, a presença de um gerador de energia que atenda a todas as unidades do condomínio passa a ser um diferencial relevante”, aponta, por exemplo, Marcello Romero, CEO da imobiliária especializada no mercado de luxo, a Bossa Nova Sotheby’s. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, ele cita o gerador e acrescenta que os residenciais devem apresentar plantas inteligentes e flexíveis, vagas de garagem com boxes exclusivos, academias mais espaçosas, confortáveis e bem equipadas e espaços específicos para delivery.
No Sul do país, os “branded buildings” são uma realidade. Tratam-se de residenciais desenvolvidos em parcerias com marcas de luxo. “As collabs com marcas como Artefacto, Lamborghini e Emiliano, reúnem serviços ligados à gastronomia, ao bem-estar e à hotelaria, algo que atrai muito o cliente de alto padrão da região. Projetos com apelo natural irreplicável — seja à beira-mar, em meio às montanhas ou próximos a áreas preservadas — fazem muita diferença na decisão de compra”, exemplifica o corretor Bruno Cassola, especializado em móveis de alto padrão em Balneário Camboriú. Ele conta que um empreendimento localizado em Porto Belo, em Santa Catarina, está inovando com oferecimento de piscina com ondas e uma escola de tênis assinada pelo espanhol Rafael Nadal.
O estudo mais recente da Brain Inteligência Estratégica, com dados de janeiro a setembro de 2025, aponta que o alto padrão imobiliário deve seguir trajetória ascendente nos próximos anos em todo o país. No período, as vendas cresceram 31%, e o VGV acumulado das unidades que custam a partir de R$ 2 milhões aumentou 62%, na comparação com 2024. “Com exceção do Centro-Oeste, todas as demais regiões do país registraram expansão”, afirma Fábio Tadeu, CEO da Brain”, revelou o jornal Valor Econômico.