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Fintech chilena lança, no Brasil, financiamento da parcela de entrada na compra de imóveis

Creditú espera movimentar R$ 70 milhões no seu primeiro ano de operação no país

A fintech chilena Creditú inicia sua operação no Brasil inovando, ao lançar o financiamento da parcela de entrada na compra de um imóvel. Trata-se de uma modalidade de crédito inexplorada por aqui, e a fintech acredita que movimentará R$ 70 milhões em seu primeiro ano de atuação no país.

De acordo com a Creditú, a linha de crédito é oferecida para a compra de imóveis prontos e ainda na planta, que se encaixam no crédito associativo (quando o cliente acerta a compra do imóvel e já é direcionado para o financiamento bancário antes de receber as chaves). O otimismo da fintech parte do princípio de que os juros altos e o corte no valor máximo financiado pelos bancos tornam o sonho da casa própria ainda mais difícil, e o valor da entrada muitas vezes inviabiliza o negócio.

“O crédito é voltado a compradores que já têm acesso ao financiamento bancário, mas que não conseguem arcar com a entrada exigida. Em geral, são famílias que buscam sua primeira moradia. Realizamos a análise de crédito dos compradores, financiamos a entrada com recursos do mercado de capitais e gerimos toda a carteira”, explica o Presidente da Creditú, David Muñoz.

Segundo Muñoz, o financiamento só é liberado após a aprovação do financiamento imobiliário tradicional. “O objetivo é complementar, não competir”, diz ele, pontuando que a fintech quer evitar interferências na aprovação do crédito bancário e o comprometimento excessivo da renda dos mutuários. A Creditú informou que o tíquete médio dos créditos deve girar em torno de R$ 40 mil, e as taxas de juros variam conforme o convênio com cada incorporadora, partindo de 0% ao consumidor. O financiamento tem um prazo de até 60 meses para ser quitado.

Em sua atuação na América Latina, a fintech já financiou mais de US$ 25 milhões de entrada na compra de um imóvel. No Brasil, utilizará recursos próprios para a cessão dos financiamentos e uma parceria com a Opea foi fechada para a estruturação das operações de securitização por meio de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). A operação conta, ainda, com a utilização de blockchain. Os créditos são emitidos como recebíveis “chipados”, registrados em tempo real, visando maior transparência e rastreabilidade, garante a Creditú.

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