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Prognum Informática

Informações relevantes do mercado do Crédito Imobiliário

Notícias - Setembro de 2021

SCCI Corp 9.23: rotina de simulação e inclusão de novas propostas foi otimizada

Manutenção de contratos, como alteração na taxa de juros, também. Objetivo é oferecer uma ferramenta cada vez mais produtiva e ágil

A Prognum Informática continua investindo muito na otimização de processos do SCCI Corp - Sistema de Controle de Crédito Imobiliário, em busca de mais produtividade, mais agilidade e mais facilidade na utilização da ferramenta. Na versão 9.23, com distribuição para os clientes em 5 de setembro, mais processos foram otimizados, apresentando ganhos evidentes para os usuários.

As rotinas de simulação e de inclusão de uma nova proposta de financiamento imobiliário, no Módulo de Originação, foram otimizadas e, agora, está bem mais rápido simular e incluir uma proposta no sistema. “A originação de um crédito se inicia justamente na simulação e inclusão de uma nova proposta. Somente após essa operação é que ocorre o “start” da esteira de originação, ou seja, se iniciam as próximas fases até final formalização do contrato. Tudo começa na simulação e inclusão da proposta, e essa fase está, agora, muito mais ágil”, explica Kleber Pereira, Coordenador de Análise de Requisitos da Prognum Informática.

Outra otimização importante incluída nesta versão 9.23 refere-se à manutenção de um contrato já formalizado. Quando há uma mudança no contrato – uma alteração na taxa de juros, por exemplo – é necessário transferi-lo para o ambiente de simulação, onde a renegociação é lançada. Após sua aprovação, a alteração é, de fato, efetivada no ambiente de produção. Segundo Kleber, essa operação de efetivação está 50% mais rápida, de acordo com simulações realizadas internamente.

A nova versão também apresenta automatismo para inclusão de despesas de comercialização, com amortização do saldo a liberar ao vendedor do imóvel ou tomador do empréstimo. “O SCCI Corp controla o saldo para pagamento a vendedores ou ao tomador de um empréstimo com garantia imobiliária. No caso do tomador do empréstimo, podem ocorrer despesas entre a assinatura do contrato e a efetivação do financiamento, com consequente liberação dos recursos. Por exemplo: o tomador de um empréstimo ofereceu um imóvel como garantia desta operação, mas o IPTU está atrasado e precisa ser pago. O agente financeiro adianta esse dinheiro para o tomador e o desconta do valor a ser liberado quando da efetivação da operação. Criamos uma tela onde o usuário cadastra toda essa operação, e o sistema abate, automaticamente, o valor desse “adiantamento” do saldo final a ser liberado ao tomador. Antes era preciso registrar essa operação no ambiente de simulação para só depois efetivá-la em produção. Agora, o usuário a executa diretamente no ambiente de produção, de forma rápida, segura e fácil”, explica Kleber.

A versão 9.23 também implementou no Corp Web o relatório de memória de cálculo, que já estava disponível no SCCI Corp. A calculadora de atualização disponível no sistema permite calcular atualizações monetárias, juros de mora, juros remuneratórios e multas para um período definido pelo usuário. O relatório demonstra toda a marcha de cálculo que leva àquele resultado.

Publicado em 01/09/2021

Unificação do Suporte da Prognum: simplificação e melhoria de processos

Setor de Análise de Requisitos também foi reformulado, com o mesmo objetivo

Com o objetivo de oferecer um atendimento cada vez mais diferenciado ao cliente, a Prognum Informática promoveu profundas mudanças em setores considerados essenciais para o negócio. O primeiro deles foi o Suporte, que passou de cinco para três frentes: Niterói, sob a coordenação de Pedro Gomes; São Paulo, com coordenação de Ricardo Moura; e Brasília, coordenado por Dennis C. Janssen.

- Otimizamos os recursos do Suporte, e isso certamente se refletirá no atendimento. Antes, tínhamos cinco frentes e, ocasionalmente, poderia ocorrer de um dos Suportes estar mais sobrecarregado ao passo que outro menos demandado. Isso trazia um certo desequilíbrio para a operação. Com apenas três Suportes, distribuímos melhor os recursos, e todos ganham. O prazo de atendimento será menor – garante o Presidente da Prognum, Sergio da Venda Vieira.

A área de Análise de Requisitos passou pelo mesmo processo. Até aqui, havia uma coordenação para o sistema de Gestão e outra para o de Originação. Agora, ambas foram unificadas, resultando em apenas uma coordenação de Análise de Requisitos, que passa a ser comandada por Kleber Pereira. A Gerência de Projetos, Documentação e Capacitação (GPDoC), coordenada por Diego Alecyr, também foi incrementada: João Carlos Moreira foi remanejado do Suporte para apoiar as ações de capacitação e uma nova colaboradora, Viviane Braga, contratada para apoiar a área de projetos.

- Essa grande reformulação que fizemos trará benefícios relevantes, com otimização dos processos, maior fluidez das atividades dos colaboradores, menos burocracia, otimização e maior troca de informações. Temos certeza de que isso resultará num atendimento mais eficaz ao cliente – finaliza Sergio Vieira.

Publicado em 01/09/2021

Tenista Marcelo Demoliner comemora patrocínio da Prognum no Instagram

Ele participou das Olimpíadas de Tóquio e já está treinando para os preparatórios do US Open

Recém-chegado das Olimpíadas de Tóquio, o tenista Marcelo Demoliner comemorou o patrocínio de dois anos da Prognum Informática, postando a novidade em sua conta no Instagram. “Queria dar as boas-vindas para a #Prognum, minha nova apoiadora. A Prognum é uma das principais empresas que investe no desenvolvimento do tênis no Brasil e tenho muito orgulho de contar com o apoio deles nesta nova etapa da minha carreira. Quer saber mais? Acesse prognum.com.br para conferir mais detalhes da empresa pioneira no desenvolvimento de software para administração de créditos imobiliários no Brasil”, publicou o atleta, que foi convocado e irá defender o Brasil na próxima etapa da Copa Davis.

Publicado em 01/09/2021

Financiamento da casa própria em julho alcança R$ 18,79 bilhões

Segundo a Abecip, o valor é 73,6% maior se comparado a julho de 2020

Os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) alcançaram R$ 18,79 bilhões em julho. Segundo a Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o valor foi 4,4% inferior ao registrado em junho, mas cresceu 73,6% se comparado a julho do ano passado (R$ 10,82 bilhões). “Nos primeiros sete meses de 2021, o montante financiado somou R$ 115,83 bilhões, alta de 113,8% em relação a igual período de 2020, quando os volumes concedidos estavam em recuperação mais moderada do que o observado a partir de meados do ano passado. No acumulado de 12 meses, entre agosto de 2020 e julho de 2021, o montante financiado somou R$ 185,64 bilhões, alta de 100,8% em relação aos 12 meses anteriores. Foram financiados em julho de 2021, nas modalidades de aquisição e construção, 81,2 mil imóveis, resultado 5,8% menor que o de junho. Comparado a julho de 2020, observou-se alta de 120,5%. Nos primeiros sete meses de 2021 foram financiados, com recursos da poupança do SBPE, 499,12 mil imóveis, resultado 152,7% superior ao de igual período do ano passado. No período de 12 meses, entre agosto de 2020 e julho de 2021, foram financiados com recursos da poupança 728,37 mil imóveis, resultado 113,4% superior ao do período precedente (341,36 mil unidades)”, informou a Abecip, por meio de nota.

Publicado em 01/09/2021

Home equity: crescimento de 50,3% de janeiro a junho

Segundo Abecip, o estoque da modalidade está, hoje, em R$ 12,3 bilhões

O volume de concessões de crédito com garantia de imóvel (CGI) - também conhecido como “home equity” – registrou um crescimento de 50,3% de janeiro a junho de 2021 em relação ao mesmo período do ano passado, informou a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Segundo a entidade, o estoque da modalidade está em R$ 12,3 bilhões, distribuídos entre cerca de 95 mil contratos.

Especialistas dizem que algumas das principais motivações de quem busca o home equity são reformas do próprio imóvel dado como garantia, pagamento de dívidas com juros mais altos e investimentos em um negócio próprio.

Segundo a CrediHome, a procura pelo home equity cresceu mais de 1.400%, no primeiro semestre, em comparação com igual período de 2020, e as concessões foram 200% maiores. Já o Santander contabilizou um salto de 32% em sua carteira de home equity, de janeiro a junho, e hoje tem R$ 2,7 bilhões concedidos.

“Temos um enorme caminho a ser percorrido, mas há demanda”, garante a Presidente da Abecip, Cristiane Portella. “As mesmas pessoas que tomam financiamento imobiliário temem o home equity. Mas os dois seguem o mesmo processo de alienação fiduciária”, disse Bruno Gama, Presidente da CrediHome. “O home equity é indicado para reorganização de dívidas, incluindo aí a troca de dívidas mais pesadas, como as de cartão de crédito e o cheque especial; o investimento no próprio negócio; ou a abertura de uma nova empresa”, explicou Sandro Gamba, Diretor de Negócios Imobiliários do Santander.

Publicado em 01/09/2021

Caixa: recorde nas contratações do crédito imobiliário no 1º semestre de 2021

Segundo o banco, foram contratados R$ 65,4 bilhões em concessões, um crescimento maior que 36% na comparação com o mesmo período de 2020

A Caixa Econômica Federal anunciou que apurou um resultado recorde nas contratações do crédito imobiliário no primeiro semestre deste ano: R$ 65,4 bilhões em concessões, um crescimento maior que 36% na comparação com o mesmo período de 2020. Segundo a instituição, sua carteira de crédito habitacional alcançou o volume de R$ 528,9 bilhões, o que representa um crescimento de 9,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

A Caixa se mantém no topo do pódio, como o maior banco financiador da casa própria no país, com 67,7% de participação no mercado, com estoque de 5,76 milhões de contratos, crescimento de 5,5% em relação ao primeiro semestre de 2020. Segundo divulgou a Agência Brasil, “o mês de junho apresentou o maior valor já registrado pelo banco em um único mês, com R$ 13,1 bilhões contratados. As contratações com recursos da poupança somaram R$ 7,8 bilhões no período, crescimento de 67,4% em comparação ao registrado em junho de 2020 e de 500,2% com relação a junho de 2018”.

A Caixa informou que no primeiro semestre de 2021 foram contratados com recursos da poupança R$ 37,4 bilhões, um crescimento de 103,4% na comparação com o mesmo período de 2020. Já com relação ao ano de 2018, o crescimento foi de 719,6% no período. O banco afirma que  várias medidas contribuíram para os resultados alcançados no período, entre elas a intensificação da jornada digital do financiamento e a criação de novos produtos. A linha de crédito Poupança Caixa, vigente desde março de 2021, representou aproximadamente 40% das contratações em junho.

Segundo o banco, também foram disponibilizadas opções para que as famílias possam ter a possibilidade de se reorganizarem financeiramente em caso de dificuldades para pagar as prestações do financiamento habitacional. Entre as medidas, está disponível a redução de 25% a 75% do valor da prestação, de acordo com a comprovação e perda de renda dos clientes.

“Há ainda a possibilidade de pausa no pagamento das parcelas por até seis meses para beneficiários do auxílio emergencial e clientes que estejam recebendo seguro-desemprego. Os valores não pagos no período da vigência da negociação são incorporados ao saldo devedor e diluídos no prazo remanescente do contrato”, informou a Caixa.

Segundo o vice-presidente de Habitação da Caixa, Jair Mahl, o banco estima um crescimento de 7% do número de contratos imobiliários neste ano. Mahl pontuou que 80% dos contratos possuem acesso ao aplicativo do banco, mas a assinatura dos contratos de financiamento ainda não é feita on-line. “Não é a taxa de juros que dá sustentação ao mercado imobiliário, mas sim o acesso fácil ao crédito imobiliário”, afirmou o executivo, durante a Convenção do Secovi-SP.

Publicado em 01/09/2021

Abecip acredita que financiamentos da casa própria com recursos das cadernetas podem crescer 57% em 2021, em relação ao ano anterior

Entidade estima que poderão ser financiados R$ 195 bilhões até o fim do ano

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) se mostra muito otimista em relação a boa evolução do mercado imobiliário brasileiro e estima que os financiamentos para a compra e a construção de moradias com recursos das cadernetas de poupança deverão bater o recorde neste ano, alcançando R$ 195 bilhões até o fim de 2021. Segundo a entidade, se alcançado esse patamar representará um crescimento de 57% em relação a 2020, quando foram liberados empréstimos de R$ 124 bilhões.

O resultado do ano passado é o maior já registrado até aqui. Segundo a Abecip, em 2019 foram financiados R$ 79 bilhões, em 2018, R$ 57 bilhões, e em 2017, R$ 43 bilhões. A projeção de um crescimento de 57% pode estar até mesmo subestimada. Nos seis primeiros meses deste ano, os financiamentos para compra e construção de moradias com recursos da poupança chegaram a R$ 97 bilhões, o que significou uma alta de 124% em relação ao primeiro semestre do ano passado. A Abecip pontua que levando em conta os financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – segunda maior fonte de financiamentos imobiliários, atrás da poupança –, o total alcança R$ 121,7 bilhões no primeiro semestre, 73% mais do que em igual período de 2020.

Publicado em 01/09/2021

FGTS aplicou R$ 60,8 bilhões em operações de financiamento habitacional em 2020

Foram contratadas 420.713 moradias, beneficiando 1,7 milhão de pessoas em todo o Brasil

O Secretário Nacional de Habitação, Alfredo dos Santos, informou que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aplicou R$ 60,8 bilhões em operações de financiamento habitacional em 2020. Segundo ele, foram contratadas 420.713 moradias, que garantiram a casa própria a cerca de 1,7 milhão de pessoas em todo o País. Na área de infraestrutura urbana, foram cerca de R$ 843 milhões financiados, por meio dos programas Pró-Transporte e Pró-Cidades.

O Secretário Nacional de Habitação destaca que os financiamentos foram feitos por meio dos programas Pró-Moradia (que integra o Programa Casa Verde e Amarela), Carta de Crédito Individual (CCI), Carta de Crédito Associativo (CCA), Apoio à Produção de Habitações, Pró-Cotista e Operações Especiais. “É importante destacar que mais de 80% dos beneficiários do Programa Casa Verde e Amarela são cotistas do FGTS. Ou seja, as pessoas que constituem o fundo são aquelas mais beneficiadas quando vão adquirir sua casa própria. O MDR vem mantendo conversas constantes com o Conselho Curador do FGTS para melhorar ainda mais a efetividade dos recursos nos programas de interesse social”, observou Santos.

Segundo a Secretaria Nacional de Saneamento, na área de saneamento foram contratados R$ 1,36 bilhão em investimentos do FGTS, por meio do Programa Avançar Cidades – Saneamento. O principal objetivo dos investimentos é a universalização dos serviços até 2033, garantindo que 99% da população tenha acesso a abastecimento de água e 90%, a tratamento e coleta de esgoto. “Com o Novo Marco do Saneamento, a procura pelos recursos do FGTS vai aumentar bastante. É uma fonte que permite financiar tanto prestadores públicos como privados e que será fundamental para fazer frente ao enorme montante de investimentos que serão necessários para universalizar o saneamento no Brasil”, disse o Secretário Nacional de Saneamento, Pedro Maranhão.
Segundo o Governo Federal, o FGTS apresentou lucro de R$ 8,4 bilhões em 2020, com receitas de R$ 33,4 bilhões e despesas de R$ 25 bilhões. Os ativos consolidados somaram R$ 33,4 bilhões e o patrimônio líquido (ativos menos as obrigações), R$ 113,1 bilhões. O Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS), que financia projetos de infraestrutura, registrou patrimônio líquido de R$ 25,4 bilhões e rentabilidade de 4,6%.

Publicado em 01/09/2021

Fintechs, novos aliados de quem precisa de um financiamento imobiliário para realizar o sonho da casa própria

Segundo a ABFintech, 60 empresas deste tipo já oferecem crédito imobiliário no Brasil

Ao que tudo indica, os pretendentes ao financiamento da casa própria contam com um novo aliado: as fintechs, que estão trazendo tecnologia para o segmento. Segundo a Associação Brasileira das Fintechs (ABFintech), 60 destas empresas já oferecem, no Brasil, crédito imobiliário, representando um universo de 13% de todas as fintechs brasileiras. Ou seja, este é apenas o começo.

- Além de agilizar um processo que pode levar meses, essas empresas buscam as melhores taxas de juros no mercado. Tudo é resolvido pelo site, com assinatura e certificados digitais. A análise de crédito do cliente é feita com algoritmos, o que permite liberar recursos em dias, e não meses. Obter crédito imobiliário diretamente nos bancos ainda é um processo demorado. As fintechs conseguem ser competitivas, com análises de crédito mais ágeis. Com a chegada do Open Banking e o compartilhamento de dados de usuários, esse processo ganha ainda mais impulso, e a oferta de crédito deverá aumentar - disse, ao jornal O Globo, Renan Shaefer, Diretor Executivo da ABFintechs.

Publicado em 01/09/2021

Governo de Goiás atenderá 4.550 famílias em situação de vulnerabilidade

A Agência Goiana de Habitação já cadastrou as famílias a serem beneficiadas. Serão investidos R$ 90 milhões em obras

O Governo de Goiás anunciou que atenderá 4.550 famílias em situação de vulnerabilidade e, para isso, ao longo de agosto solicitou que a Agência Goiana de Habitação (Agehab) realizasse o cadastramento nos municípios de Amaralina, Monte Alegre, Matrinchã, Morro Agudo, Nova América Edéia e Cavalcante. Serão investidos R$ 90 milhões em obras e R$ 6,1 milhões em preparação de projetos, com recursos do Protege.

O município de Americano do Brasil recebeu o projeto-piloto, no primeiro semestre do ano, e 30 famílias já receberam suas moradias reformadas e outras 64 têm seus imóveis em processo de finalização, somando 94 moradias atendidas. A Agehab ficou responsável pelo cadastramento, além de contratar as empresas que farão os projetos e a execução das obras de reforma.

“Vamos levar adiante o projeto de reformas das casas das pessoas mais carentes. Esse projeto-piloto nos ajudou a ir ajustando o trabalho, que agora segue para os demais municípios”, disse o Presidente da Agehab, Lucas Fernandes.  “Estamos com o edital de credenciamento de escritórios de arquitetos e engenheiros para somar com a gente nesse projeto. A Agehab contrata arquitetos e engenheiros, via escritórios, para que eles façam esses projetos de reforma e a gente possa levar o mais rapidamente possível esse benefício às famílias que tanto precisam de mais dignidade em relação a sua habitação”, acrescentou o executivo.

Segundo a Agehab, com s reformas serão atendidas famílias de baixa renda que já possuem imóveis, mas que não têm condições de habitação e nem de arcar com custos para melhorá-los. A documentação para fins de habilitação começa a ser examinada pelos membros da Comissão Especial para Chamamento Público a partir do recebimento, de acordo com a data e a hora de envio da documentação pelo e-mail do departamento de Protocolo da Agehab. As empresas selecionadas serão distribuídas conforme a capacidade de atendimento. O chamamento dos interessados em assumir os contratos, após habilitados pela Agehab, será realizado por meio de sorteios, em datas e horários a serem divulgados, organizados pela Comissão Permanente de Licitação da Agência.

Publicado em 01/09/2021

Proposta da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara cria tarifa social de água e esgoto

A proposta beneficiará famílias com renda de até meio salário-mínimo por pessoa

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou, no início de agosto, proposta que cria a tarifa social de água e esgoto para famílias com renda de até meio salário-mínimo por pessoa. Segundo a Agência Câmara de Notícias, “o colegiado acolheu o substitutivo apresentado pelo relator, deputado Felipe Rigoni (PSB-ES), ao Projeto de Lei 9543/18, do Senado. Pelo texto, o desconto será de 40% na parcela de consumo mensal de até 10 metros cúbicos de água”.

Para usufruírem do benefício, as famílias terão que se inscrever no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). A tarifa social será aplicada somente a uma única unidade consumidora por família. A proposta prevê ainda que, em razão do benefício, os custos administrativos e financeiros e os encargos tributários da prestadora deverão ser rateados entre as demais classes de clientes do serviço, proporcionalmente ao consumo.

O projeto agora tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Minas e Energia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Publicado em 01/09/2021

ADH-Piauí inicia regularização fundiária do Residencial Jacinta Andrade

Quatro mil famílias serão beneficiadas, recebendo a documentação de posse definitiva da casa própria

O cartório do 2º Ofício de Registro de Imóveis 3ª circunscrição – Teresina-Piauí – anunciou que  concluiu com eficiência o processo de transferência das 4.000 certidões de registros dos lotes referentes ao empreendimento habitacional da imobiliária Canaã para a Agência de Desenvolvimento Habitacional do Piauí (ADH-PI). Assim, um grande passo foi dado para a  regularização fundiária do Residencial Jacinta Andrade.

“Os mutuários que estiverem com seus imóveis quitados poderão transferir individualmente para seus nomes. Ou seja, vão poder fazer a regularização das escrituras públicas junto ao cartório de registro”, disse a Diretora-Geral da ADH, Gilvana Gayoso, pontuando que esse é o passo decisivo para que os beneficiários passem a ter a titularidade plena de seus referidos imóveis.

Segundo a executiva, para obter a titularidade definitiva do imóvel, é necessária a liquidação do contrato de financiamento habitacional. “Nosso foco é garantir a moradia regularizada. O mutuário que estiver com as prestações em atraso deve buscar renegociar seu débito, aproveitando as facilidades que estão sendo oferecidas”, explicou Gilvana Gayoso.

Publicado em 01/09/2021

Banco de Brasília atinge o maior lucro de sua história com patrocínio ao Flamengo

Desde o início do patrocínio, em julho do ano passado, até o fim do 1º semestre deste ano, o programa Nação BRB Fla captou 1,144 milhão de clientes

O Banco de Brasília (BRB) anunciou que contabilizou, neste primeiro semestre do ano, um lucro líquido de R$ 242 milhões, um valor 20,9% maior do que o registrado no mesmo período de 2020. Somente no segundo semestre de 2021, o lucro foi de R$ 124,5 milhões, com um crescimento de 34,7%.

Segundo o BRB, de janeiro a julho deste ano a carteira de crédito do banco alcançou R$ 18,7 bilhões, um crescimento de 40,4% em relação ao primeiro semestre de 2020. Segundo o Presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, o banco cresceu em absolutamente todas as linhas de produtos e serviços ofertados. “O resultado positivo reflete a ampliação dos negócios do BRB com seus clientes, tanto em produtos de crédito e de seguros quanto em avanço dos negócios de cartão de crédito”, disse o executivo.

O banco também bateu o recorde de 1,9 milhão de clientes, e credita isso ao patrocínio do Flamengo: de julho de 2020, quando fechou acordo com o clube carioca, ao fim do primeiro semestre de 2021, o Nação BRB Fla captou 1,144 milhão de clientes. Hoje, o BRB está presente em 84% dos municípios do Brasil. Segundo Costa, o banco planeja abrir capital do banco digital a partir do ano que vem e estuda se venderá ações na B3 ou no exterior.

“A principal razão de se abrir o capital é buscar novos recursos que vão sustentar o crescimento do banco. Na sequência, a abertura de capital agrega governança, com maior acompanhamento das bolsas de valores e dos investidores, o que traz aumento da liquidez das ações”, afirmou o executivo.

Publicado em 01/09/2021

Intervenção da Cohab-Curitiba beneficiará 305 famílias em Vila Ferrovila

56 famílias que vivem em área de risco serão transferidas para novas casas

A Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab-Curitiba) informou que uma intervenção vai beneficiar 305 famílias que vivem na Vila Ferrovila, no bairro Portão: 56 famílias que vivem em área de risco serão transferidas para novas casas e as outras 249 receberão obras de urbanização e regularização fundiária. “Este projeto dará continuidade ao programa Cohab Solar. As novas casas serão equipadas com painéis de energia fotovoltaica, e assim vamos beneficiar não só os moradores com a economia financeira, mas também todo o meio ambiente, ao utilizarmos uma energia limpa e renovável”, explicou o Prefeito de Curitiba, Rafael Greca.

Segundo a Cohab-Curitiba, a área de intervenção denominada Vila Ferrovila é uma ocupação iniciada na década de 1990. Área consolidada, tem acesso a serviços e equipamentos públicos, mas ainda carece de melhor infraestrutura e da regularização dos lotes. A obra prevê reassentamento, execução de pavimentação, sinalização viária, drenagem, redes de água e esgoto, além da recuperação ambiental, dos locais degradados pela ocupação indevida.

A companhia informou que a transferência das 56 famílias será necessária para a regularização da vila, pois estes moradores habitam Área de Preservação Permanente (APP), além de uma diretriz de arruamento. Elas receberão casas novas no empreendimento Moradias Arroio, localizado na CIC, a cinco km da Ferrovila. Cada unidade será entregue com um painel que transforma radiação solar em energia elétrica para uso doméstico. Iniciado em 2018, o projeto Cohab Solar proporciona para as famílias economia de até 80% nas contas de luz.

O Departamento de Serviço Social da Cohab-Curitiba acompanhará e prestará todo o apoio necessário às famílias antes, durante e depois da implementação da intervenção física, por meio de ações intersetoriais com outras secretarias municipais. “Quando a Cohab realiza um projeto de reassentamento de famílias é fundamental atuar em conjunto com outras secretarias, para que os cidadãos atendidos tenham acesso a outras políticas públicas. Desta forma ampliamos a inclusão dos moradores nos serviços e equipamentos públicos do entorno”, disse o Presidente da Cohab-Curitiba, José Lupion Neto.

Segundo ele, as ações sociais começam antes do início das obras, com um trabalho informativo de orientações a respeito da proposta de intervenção e benefícios que serão disponibilizados para as famílias. Após o término das obras, as famílias serão acompanhadas durante seis meses, para que tenham o apoio técnico necessário no processo de adaptação da comunidade.

Publicado em 01/09/2021

Paraná: 2.371 famílias poderão pleitear recursos para custeio do valor de entrada da casa própria

Governo homologa primeiros projetos do Casa Fácil Paraná, e cada família poderá solicitar R$ 15 mil

O Governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, assinou, em 23 de agosto, a homologação dos primeiros projetos da nova modalidade do Casa Fácil Paraná, programa que concede subsídios a famílias que adquirirem imóveis financiados pelo Governo Federal. Segundo a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), em uma primeira etapa 2.371 famílias já poderão pleitear os recursos, de R$ 15 mil por imóvel, para custeio do valor de entrada da casa própria.

“Essas casas serão construídas e repassadas para a população que mais precisa e que há muito tempo luta para ter seu sonho realizado. Além de realizar o sonho das pessoas que querem ter o seu lar, esse programa ajuda na geração de empregos diretos e indiretos. O Casa Fácil impulsiona a economia e ajuda as pessoas a concretizar esse grande sonho”, disse o Governador.

De acordo com a Cohapar, os 24 projetos aprovados até o momento foram elaborados por construtoras no âmbito do programa Casa Verde e Amarela, com financiamento da Caixa Econômica: são 4.245 imóveis, totalizando R$ 614 milhões em investimentos pelas construtoras. A contrapartida do Governo, com recursos do tesouro estadual, é de R$ 35,6 milhões para o valor de entrada.

O Presidente da companhia, Jorge Lange, explicou que um dos objetivos do programa é reduzir o deficit habitacional do Estado, que atualmente é de 322 mil casas, segundo o Plano Estadual de Habitação de Interesse Social (PEHIS), realizado pela Cohapar. Das famílias que integram esse indicador, 90% têm renda de até três salários-mínimos – recorte contemplado pelo Casa Fácil. “Com esse programa, serão 30 mil unidades contempladas pelo valor de entrada. Nossos outros programas, como o Condomínio do Idoso e o Nossa Gente, devem construir cerca de 10 mil unidades. Assim, a gente imagina poder reduzir esse deficit de 322 mil para 280 mil famílias. Um pequeno avanço que vai, com certeza, melhorar a vida de muitas pessoas”, afirmou ele.

Doze cidades foram contempladas pela primeira leva de empreendimentos homologados: Apucarana, Cascavel, Ibiporã, Jaguariaíva, Leópolis, Loanda, Londrina, Maringá, Mauá da Serra, Paranavaí, Ponta Grossa e Umuarama. A Cohapar informou que, com orçamento total de R$ 450 milhões, a meta do Casa Fácil Paraná é facilitar a aquisição da casa própria a cerca de 30 mil famílias, em parceria com o Governo Federal e a iniciativa privada. O programa foi idealizado para atender pessoas que compõe a maior parcela da população sem moradia, e cuja dificuldade financeira para pagamento da entrada constitui o maior obstáculo para a conquista da casa própria.

Publicado em 01/09/2021

Setor de consórcio cresce com a alta da venda de imóveis

Consórcio Nacional Bancorbrás registra alta de 19% nos primeiros cinco meses do ano, ao compará-los ao mesmo período do ano passado

Em 2020 a venda de imóveis cresceu 26,1%, de acordo com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O setor de consórcio de imóveis também tem navegado nesta maré positiva. O Consórcio Nacional Bancorbrás, por exemplo, registrou um crescimento de 19% nas cotas de consórcio de imóveis, de janeiro a maio deste ano, em comparação ao mesmo período do ano anterior. “A utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e da restituição do Imposto de Renda para ofertar lances, complementar o valor da carta de crédito e até quitar as parcelas em aberto são fatores que incentivam os clientes a adquirirem um consórcio”, disse o Diretor Executivo da empresa, José Climério Silva Souza.

Publicado em 01/09/2021

Legislação do SFH poderá incluir valores correspondentes a equipamentos de geração fotovoltaica de eletricidade

Projeto de lei define o valor a ser financiada no limite de 10% do valor do imóvel adquirido

Projeto de lei apresentado pela Senadora Kátia Abreu (PP-TO) estabelece que a legislação do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) poderá incluir valores correspondentes a equipamentos de geração fotovoltaica de eletricidade e sua instalação, até o limite de 10% do valor do imóvel adquirido. Trata-se do PL 2.015/2021, que incentiva o uso da energia solar como forma de proteger o meio ambiente e diminuir o uso de fontes poluentes.

“A crise hídrica, que dura há alguns anos, faz com que a tarifa de energia elétrica sofra alterações em meses de estiagem. Os hábitos de consumo também estão sendo influenciados, fazendo com que as pessoas passem procurar uma alternativa para fugir das altas tarifas”, lembrou a Senadora, ao defender o PL. Segundo ela, o PL 2015/2021 poderá tornar a instalação de painéis fotovoltaicos ainda mais acessível, especialmente pelas famílias de baixa renda que hoje têm dificuldade para arcar com o investimento inicial elevado desses sistemas.

“A energia solar residencial já é uma realidade para usuários que desejam produzir energia limpa e renovável por meio de painéis solares, sendo capaz de suprir todo o consumo de eletricidade do imóvel, gerando economia de até 95% na conta de luz e pagando-se o investimento em até 7 anos”, concluiu a Senadora.

Publicado em 01/09/2021

Itaú anuncia redução na taxa de juros do financiamento imobiliário na modalidade com juros da poupança

No entanto, aumenta o juros na modalidade tradicional de crédito imobiliário

No início de agosto o Itaú anunciou uma redução nas taxas de financiamento imobiliário na modalidade com juros da poupança e uma alta na modalidade tradicional de crédito imobiliário, ambas válidas desde 5 de agosto. O crédito imobiliário com juros da poupança caiu para 3,45% do ano mais o rendimento da poupança, que atualmente é de 70% do valor da Selic mais a variação da Taxa Referencial (TR). Antes, a taxa era de 3,95% mais o rendimento da caderneta. Com a mudança, o total hoje fica em 6,43% ao ano. Enquanto isso, a modalidade crédito imobiliário tradicional subiu para 7,30% ao ano mais TR para clientes Private e Personalitté, e para 7,80% ao ano para clientes Agências e Uniclass. A taxa anterior iniciava em 6,9% ao ano, com atualização do saldo devedor pela TR. Atualmente, a TR está zerada.

“O Itaú Unibanco realizará, a partir de 5 de agosto, duas mudanças em suas taxas para novos contratos de crédito imobiliário. A primeira delas é uma redução na taxa fixa do Crédito Imobiliário com Juros da Poupança, que sairá de 3,95% ao ano para 3,45% ao ano, valor que é somado ao índice de rendimento da poupança, que varia de acordo com a Selic. Nesta modalidade, é uma das mais competitivas do mercado. Além disso, o banco também fará um ajuste na taxa do Crédito Imobiliário Tradicional, que deixará de ser a partir de 6,9% ao ano + TR e será a partir de 7,3% ao ano + TR para novas contratações. O banco reforça que os contratos vigentes não sofrerão alterações”, afirmou o Itaú Unibanco em comunicado enviado ao portal InfoMoney.

O Bradesco e o Santander já haviam anunciado uma alta em suas taxas de financiamento imobiliário. O Santander passou a taxa de 6,99% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), que está zerada atualmente, para 7,99% a.a.. Por sua vez, o Bradesco aumentou sua taxa de juros na modalidade atrelada à TR, com um aumento de 0,2 ponto percentual em todas as categorias de clientes. Os juros começam, agora, em 7,3% a.a. para clientes com menos relacionamento com o banco (categoria Classic), ante 6,9% a.a.. Clientes Prime têm juros que partem de 6,9% e clientes Exclusive têm juros de 7,1% a.a.

Publicado em 01/09/2021

Segunda fase do Open Banking já começou

Desde 13 de agosto os clientes dos bancos e fintechs podem perceber os efeitos do Open Banking

Desde o dia 13 de agosto, quando se iniciou a segunda fase do Open Banking, os clientes podem escolher com quais instituições financeiras compartilharão seus dados cadastrais e informações sobre transações da sua conta, além do histórico de crédito. O objetivo é receber das instituições financeiras produtos personalizados e mais baratos, com uma maior competição no setor.

- O Open Banking acirra a competitividade, você consegue colocar instituições entrantes que trazem nos processos custos menos onerosos que instituições mais tradicionais. Quem ganha com isso, no fim, é o consumidor – disse, ao jornal O Globo, Luciana Simões Rebello Horta, advogada do escritório Baptista Luz Advogados.

Esta segunda fase do Open Banking será totalmente implementada em quatro ciclos. No primeiro (até 12 de setembro), 0,1% da base dos clientes das instituições terá acesso às APIs (sigla em inglês para Interface de Programação de Aplicações) que permitirão a criação, consulta e revogação de consentimento de compartilhamento de informações. O segundo ciclo (de 13 a 26 de setembro) prevê o compartilhamento de informações relacionadas às contas de depósitos à vista, poupança e contas pré-pagas. Apenas 0,5% da base de clientes será impactada.

No terceiro ciclo (27 de setembro a 10 de outubro) os clientes poderão compartilhar informações de seus cartões e operações de crédito. O limite será de 1% da base. Por último, no quarto ciclo (11 a 24 de outubro) todas as informações dos ciclos anteriores poderão ser compartilhadas 24 horas por dia, sete dias por semana. O limite será de 10% da base de clientes. A fase 3 do Open Banking está prevista para 30 de agosto. Já a fase 4 está marcada para 15 de dezembro, quando o Open Banking se expande para além dos bancos, e dados de operação de câmbio, investimentos, seguro, previdência complementar aberta e contas-salário poderão também ser compartilhados com várias instituições.

Publicado em 01/09/2021

O custo total do crédito imobiliário ultrapassará a barreira dos 10%?

Especialistas dizem que a alta da Selic pode provocar, sim, juros de dois dígitos para o financiamento da casa própria

A alta da Selic está fazendo com que o mercado refaça as contas sobre o que esperar das taxas do financiamento habitacional. Especialistas acreditam que o custo total do crédito para aquisição de imóveis pode ultrapassar a barreira dos 10%, ainda que o cenário base seja o de juros de um só dígito ao fim deste ano.

“Se a gente tivesse conversado três semanas atrás seria um outro cenário [para o crédito imobiliário]. Mas com alguns analistas prevendo Selic a 9% isso traz um complicador a mais. Em um cenário de Selic entre 8% a 9% podemos voltar a conviver com taxas de dois dígitos no crédito imobiliário. O cenário base ainda não é este, ainda que o risco comece a se materializar. Se o país conseguir acalmar o ambiente político e resgatar a confiança a taxa básica pode se manter abaixo desse nível”, disse, ao Jornal Valor Econômico, o economista e Coordenador do índice de preços de imóveis anunciados FipeZap, Eduardo Zylberstajn.

O mercado acredita, porém, que os bancos devem segurar os aumentos expressivos nas linhas de crédito imobiliário por conta da competição no setor. De acordo com o CEO da plataforma de crédito imobiliário CrediHome, Bruno Gama, não há um cenário para uma taxa de crédito imobiliário de dois dígitos. “A não ser um cenário mais extremo, com Selic passando de 9%, em meio a um ambiente de desequilíbrio fiscal. Vai haver uma subida maior de taxas, sem dúvida, mas não vai haver uma ‘commoditização’ de taxa final, como aconteceu nos últimos anos em que os bancos operaram em níveis muito similares. Os bancos podem ter taxas diferentes e [um efeito da Selic mais elevada] é que pode começar a haver um descolamento entre os custos de financiamentos dos principais bancos. Tem banco com mais apetite para ganhar espaço no mercado de crédito imobiliário e isso pode significar operar com ‘spreads’ melhores. Vai ficar mais claro que alguns bancos vão operar de maneira mais agressiva e deixar as taxas menores, a partir de uma margem menor, e outros que vão acompanhar a subida das taxas”, disse ele, ao Valor Econômico.

A presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Cristiane Portela, pontua que há outros componentes, além da Selic, que podem pressionar o custo do crédito. “Além da Selic, tem um outro fator que pesa para o financiamento imobiliário, que é a curva de juros futuros, especialmente de cinco e dez anos para a frente. Essa curva também teve uma majoração, com as curvas de cinco anos em quase 9% e a de dez anos, acima de 9%. Não necessariamente os custos do financiamento imobiliário vão subir na mesma magnitude dos aumentos das taxas Selic e das curvas futuras”, afirmou a executiva ao Valor.

Finalizando a discussão deste tema, Zylberstajn lembra que o momento atual é bem diferente do último ciclo de alta de preços. “No ‘boom’ anterior, entre 2008 e 2009, chegamos a ver preços subindo, no acumulado do ano, mais de 20% em São Paulo e quase 50% no Rio de Janeiro. Não acredito que a gente vá ver esse ritmo, mas pode haver cidades com aumento de dois dígitos. Um aumento na casa de 10% [em São Paulo] não seria surpreendente”, conclui ele à reportagem do jornal Valor Econômico.

Publicado em 01/09/2021

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