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“O crédito imobiliário brasileiro deve financiar R$ 411 bilhões em 2026; 45% de tudo o que o Plano Marshall moveu em quatro anos e três meses”

É com esta comparação que Vinícius Vieira volta a escrever, em seu perfil no LinkedIn, sobre a verdadeira revolução pela qual passa o crédito imobiliário brasileiro

“O crédito imobiliário brasileiro deve financiar R$ 411 bilhões em 2026. Em um único ano, isso é 45% de tudo o que o Plano Marshall moveu em quatro anos e três meses. E acontece de novo no ano que vem. A revolução já começou, e ela é de tijolo”.

É dessa forma que o Presidente da Prognum, Vinícius Vieira, inicia mais um artigo publicado em seu perfil no LinkedIn sobre o que chama da “revolução” pela qual passa o setor de crédito imobiliário no país. Vinícius vem apresentando os fatos (e, principalmente números) que ilustram essa “revolução” em uma série de artigos ricos em detalhes e justificativas.

“Comece pelo tamanho. O estoque de crédito imobiliário do sistema é hoje 14,3 vezes o que era há vinte e cinco anos, já descontada a inflação: de R$ 101 bilhões para R$ 1 443 bilhões em reais de hoje. Já vimos essa rampa uma vez. Entre 2008 e 2015 o estoque real multiplicou por 7,2 — o único precedente dessa ordem em vinte e cinco anos — e o preço do imóvel subiu junto: +209% nominais pelo FipeZAP, +89% descontado o IPCA (que fez 64% no período); pelo IVG-R do Banco Central, +172% e +66%. Desta vez a rampa é mais mansa — multiplicou por 1,5 em seis anos e meio, contra 7,2 em oito anos — e acontece com o juro real em 9,7% ao ano, mais que o dobro da média de 4,1% daquele ciclo. Crédito imobiliário crescendo a essa altura de juro é coisa que este mercado nunca fez”, pontua ele, logo no início de seu artigo.

O Presidente da Prognum destaca que a Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança – ABECIP – projeta R$ 411 bilhões de originação para 2026, 25% acima de 2025, o equivalente a US$ 82,5 bilhões. “O Plano Marshall inteiro, corrigido, vale US$ 184,3 bilhões de hoje”, compara e analisa: “A régua é fluxo anual sobre PIB anual, e o PIB que importa é o de quem foi reconstruído. O Marshall despejou 10,5% do PIB europeu em quatro anos e três meses — 2,48% ao ano. Os R$ 411 bilhões são 3,2% do PIB brasileiro em um ano: 1,3 vezes a intensidade do plano — e o Brasil acumula em 3,3 anos o que a Europa recebeu em quatro”.

Neste artigo, o autor também ressalta que “em unidades por habitante, o sistema já passou o auge do BNH: em 1980, o pico, foram 627 mil moradias para 121 milhões de brasileiros; o Censo de 2022 pega 1,15 milhão para 203 milhões — 5,67 por mil habitantes contra 5,18. O Brasil financia mais imóveis do que jamais financiou — e constrói, em proporção ao que produz, cerca de 40% do que construía em 1980”.

“A revolução é de financiamento antes de ser de canteiro. Por que ninguém chama isso de revolução? Porque revolução não se mede enquanto está sendo construída: mede-se décadas depois. Mil anos de PIB mundial em escala logarítmica — onde a inclinação é a taxa de crescimento — mostram isso, define.

Neste artigo, Vieira escreve, ainda, sobre Inteligência Artificial, legislação, expectativas, preços dos imóveis e relaciona uma série de gráficos, para uma maior compreensão do leitor. E finaliza: “Três apostas para os balancetes de dezembro de 2026. A lista dos que somam mais de R$ 300 milhões no ano civil passa de dez para doze ou mais. A fatia dos cinco grandes no crescimento fecha 2026 abaixo dos 92,9% de 2025. E a vigência de janeiro de 2027 será adiada — essa é a que eu menos gostaria de acertar”.

Acesse e leia o artigo completo em https://bit.ly/4yC2xnR.

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