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Mercado imobiliário na cidade do Rio de Janeiro movimentou R$ 50 bi de janeiro a agosto

Montante é 12% maior do que o apurado no mesmo período do ano passado

Levantamento baseado na arrecadação do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) revela que o mercado imobiliário do Rio de Janeiro movimentou cerca de R$ 50 bilhões de janeiro a agosto desse ano. Trata-se de uma alta de 12% em relação ao mesmo período do ano passado, revelando um mercado em franca valorização.

O ITBI arrecadado até agosto na capital foi de R$ 997,5 milhões, o maior valor da série histórica para o período. Autor da pesquisa, o Diretor de Tecnologia e Novos negócios da Administradora Nacional, o economista Victor Tulli, utilizou dados do Tesouro Nacional e os cruzou com  os preços do Panorama Brain/Ademi-Rio, elaborado pela Brain Inteligência Estratégica em parceria com a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário.

Segundo ele, em parte o resultado pode ser explicado pelo preço do metro quadrado dos imóveis na capital. Entre 2022 e meados de 2025, o valor médio pulou de R$ 10.116 para R$ 11.876, um crescimento que acompanhou a inflação do período. Nos 12 meses seguintes, porém, chegou a R$ 13.422, com um avanço de 13% em valores correntes e de 8% acima da inflação. A valorização foi puxada principalmente pelos apartamentos de dois quartos, com uma alta real de 9,6%. Em apartamentos com três quartos, o crescimento foi de 3%. Por sua vez, imóveis com um ou quatro quartos apresentaram um desempenho abaixo da inflação.

– Nos últimos 12 meses, o giro chega a R$ 78 bilhões, o maior já registrado. O ano começou fraco, virou em março e engatou quatro meses seguidos de alta: junho (R$ 138,6 milhões) é o melhor junho em 13 anos e julho (R$ 146,6 milhões) é o maior julho em valores correntes. No ritmo atual, 2026 será o primeiro ano com mais de R$ 1,5 bilhão de ITBI na cidade. O crescimento é estrutural, não um pico isolado. Desde a pandemia, a arrecadação de ITBI do Rio subiu 69% em valores correntes, de R$ 861 milhões em 2020 para R$ 1,46 bilhão em 2025, e 25% acima da inflação. Em 2021, a cidade passou pela primeira vez de R$ 1 bilhão e não voltou mais. Traduzido em imóveis, o volume anual transacionado saltou de R$ 43 bilhões para R$ 73 bilhões em cinco anos. E 2026 acelera sobre essa base: junho e julho ficaram 36% acima da média dos mesmos meses de 2023 a 2025, e agosto, 10% também acima da média – ressaltou o economista.

 

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