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Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) surgem como alternativa de captação de recursos para construtoras médias

Estima-se que apenas 0,7% das construtoras no país são consideradas de grande porte e têm fácil acesso aos financiamentos bancários tradicionais

O Brasil contabiliza 165,8 mil empresas de construção civil, que empregam 2,5 milhões de pessoas e geram R$ 484,2 bilhões em valor de incorporações, obras e serviços. A média nacional é de apenas 15 funcionários por empresa, o que aponta a ampla predominância de empresas de pequeno porte, que naturalmente encontram barreiras nas exigências de garantia dos bancos tradicionais na hora de tomar um financiamento.

De acordo com o BNDES, apenas empresas com receita operacional bruta anual superior a R$ 300 milhões são consideradas de grande porte e, assim, estima-se que apenas 0,7% das construtoras se enquadram nessa categoria. Mais de 95% delas são micro, pequenas ou médias empresas. É quase que toda a totalidade de construtoras que estão afastadas das linhas de crédito convencionais, especialmente em empreendimentos com Valor Geral de Vendas (VGV) abaixo de R$ 100 milhões.

Especialistas apontam que diante desse cenário, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) surgem como alternativa de captação de recursos para construtoras médias. CEO da Pilar Capital, André Luiz Haas Caruso, a análise destas estruturas foca na viabilidade econômica e no fluxo financeiro do projeto, e não apenas no porte da empresa corporativa. Ele pontua que esse modelo atende desde projetos de R$ 5 milhões até obras que superam R$ 300 milhões, funcionando como uma excelente alternativa ao crédito bancário tradicional.

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