O Governo de São Paulo anunciou o lançamento de um edital para a contratação de 3,8 mil moradias populares, com investimentos previstos de R$ 1,2 bilhão. O empreendimento ocupará um terreno com 2 milhões de m² na divisa entre as cidades de Guarulhos, Arujá e Itaquaquecetuba, mais conhecido como Fazenda Albor. Para atrair interessados, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano – CDHU mudou o modelo da licitação, que agora será um processo competitivo – espécie de leilão. A abertura das propostas aconteceu em 26 de junho.
Será apontado vencedor da disputa quem oferecer o menor valor de aporte da CDHU, ou seja, aquela que demandar menos recursos públicos para viabilizar o projeto. Segundo o edital, a CDHU vai aportar até R$ 732 milhões (60% do total), enquanto os R$ 468 milhões restantes (40%) ficarão a cargo do parceiro privado. Segundo a CDHU, o dinheiro público será usado para a infraestrutura (saneamento, energia, ruas, calçadas e outros equipamentos, como creches), enquanto os recursos privados vão para as obras das moradias. A venda dos imóveis será feita pela própria companhia, o que também diminui o risco das empresas de comercializar e receber o pagamento das moradias.
“Se vai dar certo? O que não dá certo é ficar com o terreno parado. Precisamos fazer alguma coisa com ele. Nessa parceria, CDHU ficou com o risco de demanda. Muitas empresas têm interesse em participar, mas temem a dificuldade de conseguir vender por causa da competição de outros programas, como o Minha Casa Minha Vida. Procuramos facilitar”, afirmou o Presidente da CDHU, Reinaldo Iapequino, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.
Segundo a companhia, do total de moradias, 80% irão para famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos, e os 20% restantes, para aquelas até dez salários-mínimos. O edital prevê que 75% das moradias sejam apartamentos em prédios de até 11 andares, e 25%, em casas do tipo sobrados. “Muitas vezes encontramos dificuldade em convencer as famílias em áreas de risco a se mudarem para um apartamento. Entendemos que oferecer uma casa, sem despesa de condomínio, facilita o reassentamento”, afirmou o executivo.