O Governo enviará ao Conselho Curador do FGTS proposta de reajuste em todas as faixas do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, antecipou o jornal Folha de São Paulo. De acordo com informações obtidas pelo jornal, na faixa mais alta, direcionada à classe média, o limite de renda da família passará de R$ 12 mil para R$ 13 mil.
Foi o próprio Ministro das Cidades, Jader Filho, quem revelou a novidade, em entrevista ao diário paulista. A proposta já foi enviada ao Conselho Curador do FGTS. “Pela proposta, a faixa 1 do programa terá o limite de renda ampliado de R$ 2.850 para R$ 3.200. Nessa faixa, as famílias têm acesso a moradias subsidiadas pelo governo, com recursos do Orçamento transferidos ao FAR (Fundo de Arrendamento Residencial). Nas demais faixas, as famílias podem financiar a casa própria com juros menores que os de mercado, com recursos do FGTS e do Fundo Social do Pré-Sal. Na faixa 2, o limite de renda sobe de R$ 4.700 para R$ 5.000. Na faixa 3, o teto aumenta de R$ 8.600 para R$ 9.600. Na modalidade voltada à classe média, o limite sobe de R$ 12 mil para R$ 13 mil”, revelou a Folha.
O Ministro Jader Filho disse que o Governo Federal também quer ampliar o valor dos imóveis passíveis de financiamento por meio do programa. Na faixa 3, por exemplo, o limite pularia de R$ 350 mil para R$ 400 mil, enquanto na modalidade classe média, o teto subiria de R$ 500 mil para R$ 600 mil. Segundo ele, um dos objetivos é alavancar a compra da casa própria pela classe média, que enfrenta um gargalo diante da alta de juros e da escassez de recursos da poupança, uma das principais fontes de financiamento barato para o setor imobiliário.