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Haddad diz que está trabalhando uma nova medida para reduzir o custo do crédito

O Ministro não adiantou a novidade, disse apenas que é preciso encontrar equilíbrio entre a poupança e o acesso a linhas de crédito mais baratas

O Governo Federal está comprometido em conciliar o acesso ao crédito e a preservação da poupança de recursos para fomentar investimentos, e neste sentido o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse, no início de abril, que está trabalhando uma nova medida para reduzir o custo do crédito, na esteira do consignado lançado a trabalhadores do setor privado. Haddad não quis apontar, no entanto, qual caminho está trilhando, e onde exatamente pretende chegar.

O Ministro afirmou apenas que a ideia é encontrar um equilíbrio entre a poupança nacional e o direito das pessoas de ter acesso a linhas de crédito mais baratas. Esta foi a única pista que deu. “Não quero antecipar medidas. Nós estamos construindo uma solução muito elegante, que preserva crédito barato, um direito do cidadão, mas ao mesmo tempo preserva o estoque de poupança para fomentar o investimento”, garantiu Haddad, ao discursar na cerimônia de abertura do 100º Encontro Internacional da Indústria da Construção (ENIC), que aconteceu dentro da Feicon, feira do setor de construção realizada em São Paulo no início de abril.

“Nós estamos encontrando esse caminho, construindo juntos. Penso que nós vamos ter boas novas a divulgar brevemente, no sentido de buscar esse equilíbrio entre a poupança nacional, fomento do investimento e aquilo que é direito das pessoas de ter acesso a uma linha de crédito mais barato”, acrescentou Haddad. Segundo ele, também é preciso aperfeiçoar o aproveitamento do FGTS. “Pensem vocês no aperfeiçoamento que nós podemos fazer em seguida na questão do FGTS. É um pleito do setor, é absolutamente justo preservar os recursos do FGTS”, disse ele.

Haddad aproveitou a ocasião para reforçar que até o final do mandato de Lula o Governo Federal pretende lançar o mercado secundário de títulos imobiliários, para reduzir o custo do financiamento de imóveis. “Eu não gostaria, realmente não gostaria de deixar o Ministério da Fazenda sem acertar o mercado secundário dos títulos imobiliários”, garantiu ele. Haddad reiterou que o Governo Federal está apoiando a indústria da construção civil, e citou, além da Reforma Tributária, o marco das garantias e o lançamento do crédito consignado a trabalhadores do setor privado.

O Ministro finalizou garantindo que há tempo para a implementação de novas medidas que permitirão aos bancos abrirem espaços em seus balanços para financiar a construção civil. “Queremos dar vida longa ao crédito barato”, prometeu.

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