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Índice FipeZAP de Venda Residencial: em maio, valor de imóveis de um quarto registrou aumento de 0,55%

Há uma tendência de mudanças no comportamento da população, que passa a preferir apartamentos de apenas um cômodo

Em maio, o Índice FipeZAP de Venda Residencial registrou um aumento de 0,55% no valor dos imóveis de um quarto. De acordo com o índice, há uma tendência de mudanças no comportamento da população, que passa a preferir apartamentos de apenas um cômodo para maior garantia de liquidez nas operações imobiliárias, com localização estratégica, mais próxima de áreas centrais das grandes cidades.

 “O mercado imobiliário brasileiro passa por uma reconfiguração na dinâmica de lançamentos e na valorização de seus estoques. A preferência histórica por residências amplas para grandes famílias não faz mais sentido, pois atualmente o objetivo é otimizar espaços. Os dados mais recentes da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) destacam as habitações compactas. Essa tendência se consolida e une o apetite de investidores institucionais às novas necessidades demográficas das grandes metrópoles nacionais. O avanço de 0,55% no valor do metro quadrado registrado para as unidades de apenas um dormitório no mês de maio representa o reflexo de um comportamento macroeconômico resiliente. Enquanto os imóveis de médio e grande porte (de quatro quartos ou mais) enfrentam desafios de escoamento e um ritmo de valorização mais tímido, devido ao cenário de taxas de juros. Já os imóveis compactos mantêm boa liquidez. O encarecimento do solo urbano e a mudança no perfil das famílias brasileiras transformaram o espaço de quarto e sala em um porto seguro para o capital privado”, explica, em artigo sobre o tema, o portal IG.

Segundo o IG, para compreender essa tendência observada pelo Índice FipeZAP, “é importante analisar as transformações na pirâmide populacional e nos arranjos domésticos das capitais brasileiras. O número de pessoas que escolhem morar sozinhas aumenta cada vez mais. Esse contingente é formado por jovens profissionais que priorizam localização e mobilidade urbana, estudantes universitários, divorciados e a população idosa. Na visão desses públicos, o conceito clássico de moradia foi ressignificado. A metragem quadrada interna perdeu relevância para a infraestrutura oferecida pelo condomínio e pelo entorno do bairro. Áreas comuns compartilhadas, como lavanderias coletivas, espaços de coworking, academias de alta performance e mercados autônomos dentro do próprio edifício, funcionam como uma extensão do apartamento. Essa mudança de comportamento dita as regras do mercado: o consumidor contemporâneo prefere pagar mais caro pelo metro quadrado em uma região central”.

“O mercado imobiliário já não tolera mais decisões baseadas em achismos ou em fórmulas do passado. A inteligência de dados aplicada em tempo real é o divisor de águas entre o sucesso de vendas e o estoque encalhado. As empresas precisam acompanhar o comportamento do consumidor a cada trimestre e entender que as soluções imobiliárias devem seguir a lógica da conveniência e eficiência financeira. O investidor e o incorporador que baseiam suas decisões no comportamento histórico de dez anos atrás estão perdendo eficiência. O avanço dos imóveis de um dormitório nos mostra que o mercado responde à necessidade imediata de otimização de recursos e tempo. Utilizar dados precisos, como os do FipeZAP, permite que as empresas ajustem seus portfólios com previsibilidade”, diz Ana Carolina Gozzi, Co-CEO do Compre & Alugue Agora.

Segundo ela, o investidor imobiliário encontrou nos imóveis de um dormitório uma forma segura de blindar seu patrimônio. Proporcionalmente, o valor do aluguel cobrado por metro quadrado em um imóvel compacto é muito superior ao praticado em apartamentos de três dormitórios.

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