Notícias

Qual é o real e atual déficit imobiliário do estado de São Paulo?

Últimos dados indicam um déficit de 1,2 milhão de moradias no estado

São Paulo abriga, hoje, 44,4 milhões de habitantes, o que representa praticamente 22% da população brasileira. Nada menos do que 97% vivem em áreas urbanizadas, distribuídos de forma desigual. Indicadores do Plano Estadual de Habitação do Estado apontam que havia um déficit de 1,2 milhão de moradias e que 3,2 milhões de pessoas viviam em situação de inadequação habitacional.

Estes números já estão ultrapassados, e o Governo de São Paulo se pergunta: Qual é o seu real e atual déficit imobiliário? Para obter uma resposta precisa, o Governo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH) e da Companhia de Desenvolvimento Urbano e Habitação (CDHU), contratou a Fundação Seade para pesquisar o assunto. De acordo com a Agência SP, o novo diagnóstico estará pronto apenas em 2028, mas os primeiros resultados já serão divulgados este ano, e, a partir daí, o Governo definirá metas, diretrizes e linhas pragmáticas, renovando sua política habitacional.

“O estudo vai orientar investimentos e o planejamento habitacional e urbano, priorizando ações em áreas vulneráveis. A atualização integrará dados do Censo 2022 e, pela primeira vez, informações do CadÚnico, além de mapeamentos georreferenciados de assentamentos precários e áreas de risco, permitindo uma leitura detalhada das necessidades em escala municipal e intramunicipal. O levantamento também vai identificar condições de inadequação dos domicílios, perfil das famílias, vulnerabilidades urbanas e recortes sociais específicos como idosos, pessoas com deficiência, população indígena, comunidades quilombolas, entre outros grupos. A contratação no momento atual considera a perspectiva de divulgação dos microdados do Censo 2022, principal fonte oficial de dados domiciliares com possibilidade de detalhamento territorial”, informa a Agência SP.

Segundo o Governo paulista, os resultados subsidiarão o processo de elaboração e acompanhamento do Plano de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (PDUH 2040), com ênfase no eixo Urbanismo e Habitação Social, além dos Planos Plurianuais (PPAs).

Dados sistematizados pela Fundação Seade em 2022 dão conta de que em São Paulo 3,6 milhões de pessoas viviam em favelas e comunidades. E mais: o Estado contava com 19,6 milhões de domicílios, com um crescimento médio anual de 2,3% desde 2010, as famílias estão menores, com uma média de 2,8 moradores, e o número de pessoas vivendo sozinhas está maior, com 3,8 milhões de domicílios (19,4% do total).

De acordo com a Agência SP, o estudo custará aos cofres públicos R$ 3,3 milhões e durará 36 meses para ser concluído.

Cadastre-se e receba
noticias no seu email

Notícias Recentes
Procurar por Mês
Procurar por Ano