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Abecip espera que o volume de financiamento imobiliário cresça 16%

Para isso, sustenta a entidade, é preciso que as taxas da Selic caiam

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP) espera que o volume de financiamento imobiliário cresça, em 2026, 16%, após um avanço de 3% em 2025. De acordo com a entidade, a expectativa é sustentada principalmente pela expectativa de queda da Selic, no segundo semestre do ano.

 A ABECIP espera que as concessões com recursos da poupança (SBPE) observem uma alta de 15%, chegando a R$ 180 bilhões. Os financiamentos com recursos do FGTS, destinados à habitação social, por sua vez, devem saltar 5%, para R$ 145 bilhões. Já os recursos livres, que somaram R$ 31 bilhões no ano passado, devem contabilizar uma expansão de 66% neste ano.

A Presidente da entidade, Priscilla Ciolli, pontua que a liberação do compulsório dos bancos já começou a impactar as taxas cobradas dos clientes pessoa física e, assim, o desempenho do mercado também deve refletir os efeitos do novo modelo de financiamento imobiliário. “A liberação do compulsório injetou R$ 38 bilhões e ajudou a movimentar esse mercado. Houve um movimento dos bancos no fim do ano de redução dos juros em função desse aporte”, afirmou a executiva.

 Priscilla pondera que os bons resultados dependem da queda da Selic. “A redução de taxas está muito atrelada à liberação do compulsório, mas esse efeito tem prazo. Essa é a grande preocupação, porque ao longo deste ano vamos continuar produzindo volumes elevados. Quando esse recurso se esgotar, precisaremos estar em um outro cenário de Selic para manter essas taxas”, alertou.

A Presidente da ABECIP destaca que no ano passado o volume total de concessões de financiamento imobiliário chegou a R$ 324 bilhões, apontando um crescimento de 3%. O financiamento com recursos da poupança recuou 13% e os financiamentos com recursos do FGTS cresceram 9%. Já operações com recursos livres, que incluem, por exemplo, recursos das tesourarias dos bancos, avançaram 246%, totalizando R$ 31 bilhões. “É importante reforçar o quanto esse mercado é resiliente e como encontra caminhos e alternativas para crescer”, ressalta Ciolli.

De acordo com a ABECIP, a participação da poupança caiu de 32% em 2024 para 29% em 2025, no funding total. “Ela ainda é muito necessária, mas representa bem menos do que em anos anteriores”, pondera, lembrando que considerando o saldo e a captação líquida, o volume da poupança recuou 0,9% em 2025, para R$ 766 bilhões.

Já as letras de crédito imobiliário (LCI) ampliaram sua participação no funding, saltando de 17% para 19%, mesmo após mudanças regulatórias, como a ampliação do prazo mínimo de resgate para 12 meses. “É uma discussão constante com o governo e com o Banco Central para manter esse instrumento atrelado ao crédito imobiliário e viabilizar taxas mais baixas”, defende ela. E mais: os certificados de recebíveis imobiliários (CRI) responderam por 10% do funding, contra 9% no ano anterior. As letras imobiliárias garantidas (LIG) caíram de 5% para 4%, enquanto os fundos de investimento imobiliário se mantiveram estáveis, com fatia de 11%.

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