Se o otimismo dos bancos se concretizar, 2026 pode apresentar um crescimento relevante e até recorde para o mercado imobiliário brasileiro. Executivos dos dois maiores bancos deste segmento, a Caixa e o Bradesco, acreditam que este ano pode entrar para a série histórica com resultados até aqui não alcançados.
O Diretor executivo de Habitação da Caixa, Roberto Ceratto, diz que os resultados já apurados no início do ano trazem muito otimismo para o banco. “Há um crescimento bastante relevante e a nossa expectativa é termos o melhor ano da história do crédito imobiliário na Caixa e possivelmente no país”, afirmou ele, durante a 12ª edição do Brazil Investment Forum, evento do Bradesco BBI. Segundo ele, a ampliação das condições para aquisição de um segundo imóvel, a elevação de tetos de financiamento e o retorno de operações no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) explicam tal entusiasmo.
Ceratto lembrou que a Caixa lançou uma nova linha de crédito voltada à habitação popular, com foco em imóveis de até R$ 350 mil, dentro do Programa Apoio à Produção, utilizando recursos livres para financiar construtoras. E que em março retomou o financiamento de imóveis acima de R$ 2,25 milhões para pessoas físicas via Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). “Todas essas medidas trouxeram aí um incremento bastante importante nesse primeiro trimestre”, concluiu Ceratto.
“Falar do mercado de juros é complexo, salvo se houver mudanças mais disruptivas no processo de redução de taxa, eu acredito que a gente deva continuar ao longo do ano mais ou menos nesse patamar”, finalizou, pontuando que a estratégia da Caixa é manter taxas competitivas, alinhadas ao custo de captação.
O Bradesco também se mostra extremamente otimista com os resultados a serem apurados em 2026. “Prevemos esse ano, na média, 10% a 15% maior do que foi 2025”, garantiu o Diretor de Crédito Imobiliário do banco, Romero Albuquerque. Ao contrário do executivo da Caixa, Albuquerque disse que os resultados do primeiro trimestre do ano ainda não representam essa tendência de crescimento alto. Ele disse que é preciso esperar pela queda dos juros para desreprimir a demanda crescente que virá pela frente.