A Caixa Econômica Federal lançou, em 25 de fevereiro, uma linha de financiamento imobiliário corrigida pela caderneta de poupança, como já fizeram o Itaú e o Banco Inter. Esse tipo de financiamento tem como maior vantagem a cobrança de juros menores em relação as demais linhas oferecidas pelo mercado, mas, no entanto, há riscos porque a taxa básica de juros, a Selic, pode crescer, elevando, assim, o valor dos juros do financiamento. As taxas de juuros irão variar entre 3,35% ao ano (para clientes) e 3,99% ao ano (para não correntistas), mais a variação da poupança, hoje em 1,40%. O prazo de pagamentoé de 35 anos.
“Esse produto veio com a competição. Isso é muito bom, isso gera eficiência”, disse o Presidente da Caixa, Pedro Guimarães, ao participar de um evento da Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) sobre o desempenho do crédito imobiliário. Segundo a Caixa, a nova linha começará com R$ 30 bilhões e está disponível desde 1 de março para novos contratos. “Estamos com as menores taxas de juros da história, e os preços dos imóveis ainda não se recuperaram totalmente. Temos um momento muito importante para o financiamento imobiliário e a compra da casa própria”, avaliou Pedro Guimarães.
A Caixa informou que em 2020 o saldo da sua carteira de crédito imobiliário chegou a R$ 509,8 bilhões, com 5,6 milhões de contratos. No ano passado, as novas contratações somaram R$ 116 bilhões, sendo R$ 53,7 bilhões com recursos da poupança e R$ 62,3 bilhões com recursos do FGTS. A Caixa tem, hoje, uma participação de 68,8% do mercado.
Publicado em 01/03/2021