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Caixa planeja fechar 2025 com R$ 250 bilhões em contratações de crédito habitacional

É o que garante o Presidente do banco, Carlos Vieira, em entrevista à Folha

Em entrevista exclusiva para a Folha de São Paulo, publicada em 14 de julho, o Presidente da Caixa, Carlos Vieira, afirmou que o banco planeja fechar o ano de 2025 com R$ 250 bilhões em contratações de crédito habitacional, dos quais R$ 138 bilhões neste primeiro semestre. No ano passado, o montante disponibilizado para o crédito imobiliário foi de R$ 223,6 bilhões.

O executivo disse que as mudanças que estão em estudo devem trazer mais estabilidade ao Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que utiliza recursos da poupança para o funding do crédito imobiliário. “Vai ter uma previsibilidade que não tinha. Isso é bom para o mercado. A expectativa é gerar uma fonte para que, nos próximos cinco anos, o crédito aumente anualmente em torno de R$ 70 bilhões a R$ 80 bilhões e estabilize a taxa de juros, disse, ao jornal paulista.

São estes os principais trechos da entrevista de Carlos Vieira para a Folha:

  • “Não diminuímos o crédito imobiliário. Em 2023, fizemos R$ 180 bilhões e, em 2024, R$ 223,6 bilhões. Neste ano, já estamos com R$ 112 bilhões contratados até 4 de julho. O que define a quantidade é o quarto trimestre. Temos aí um crédito novo, voltado para classe média, que é nova faixa do Minha Casa, Minha Vida para pessoas com renda entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. É uma novidade que não tinha no ano passado. O orçamento é de R$ 15 bilhões em 2025. É muito dinheiro. E acredito que o resultado vai ser maior do que no ano passado. Se crescermos em um patamar entre 15% e 20%, acho que vamos chegar a R$ 250 bilhões em função do comportamento do mercado. A demanda continua aquecida, porque nós tivemos um ganho de renda real no Brasil. Isso é fato.”

  • “A poupança tem essas oscilações [de saques]. A tendência agora é criar um modelo que seja mais estável. A expectativa é gerar uma fonte [de financiamento] para que nos próximos cinco anos aumente anualmente em torno de R$ 70 bilhões a R$ 80 bilhões o crédito e estabilize a taxa de juros. E que, em cinco anos, praticamente se dobre o crédito imobiliário feito pelo SBPE. A vantagem para a Caixa é que, com essa medida, poderemos aumentar mais a quantidade de recursos para o crédito”.

  • “O Brasil é um país que tem um estoque de imóveis muito grande. Tem muita gente que, ao invés de vender o imóvel, vai querer fazer uma melhoria. Se tiver uma linha de financiamento para fazer uma melhoria, ele vai ficar no mesmo imóvel. É uma lógica que não estava no alcance da gente. O mercado pode se beneficiar dela”.

  • “Temos a possibilidade de fundings advindos de recursos do FGTS e do SBPE. O prazo médio de financiamento do sistema para um imóvel novo na Caixa é de 12 a 14 anos em média. [Para reforma] você pode chegar a 8 anos. A precificação [das taxas] é coisa rápida. A gente quer fazer isso acontecer agora no segundo semestre. A partir de agosto, setembro”.

  • “O nosso grande desejo é avançar muito mais na tecnologia. Queremos iniciar no primeiro trimestre com o superapp da Caixa. Estamos discutindo qual é o melhor modelo. É um fato real, a Caixa é um banco que tem uma carteira enorme, nós aplicamos muito, mas nós não sabemos captar adequadamente. Nós precisamos aprimorar captação de cliente e de funding”.

  • “Daqui a um ano eu vou dar uma entrevista dizendo que a Caixa é o banco tecnológico mais moderno do mercado. Mesmo com essas fintechs todas aí. Vamos investir neste ano R$ 9,5 bilhões. Pela primeira vez no ano passado, nós chegamos a quase 100% de aplicação em tecnologia”.

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