Notícias

Construsummit discute transformações tecnológicas e mudanças macroeconômicas que exigem novos modelos de gestão na construção

Evento aconteceu dias 1 e 2 de julho, em Florianópolis, e reuniu mais de 2,5 mil participantes por dia

Realizado nos dois primeiros dias de julho, em Florianópolis, o Construsummit 2026 reuniu mais de 2,5 mil participantes por dia, reunindo executivos, especialistas e lideranças da construção civil para discutir como as transformações tecnológicas e as mudanças macroeconômicas estão exigindo novos modelos de gestão e maior eficiência das empresas. A inteligência artificial, a produtividade e os desafios do ambiente econômico e político dominaram os debates do primeiro dia do evento.

Para o Diretor executivo do Ecossistema Sienge, Cristiano Gregorius, a construção civil atravessa um dos períodos de maior transformação da sua história. De acordo com Gregorius, o setor vem sendo impactado simultaneamente por fatores como juros elevados, inteligência artificial, mudanças regulatórias e novas dinâmicas de trabalho, tornando a busca por produtividade um diferencial competitivo. “Não existe campo mais fértil para a inteligência artificial do que a construção civil. Ter tecnologia deixou de ser diferencial. O que gera competitividade agora é resolver os problemas certos e implementar a IA de forma pragmática, com dados e resultados mensuráveis”, afirmou.

“Estamos vivendo décadas de dois anos. O mercado exige reinvenção contínua e quem mantém o mesmo modelo mental corre o risco de ficar para trás. A inteligência artificial deixou de ser uma urgência e passou a ser uma pendência para quem ainda não incorporou essa transformação”, afirmou Junior Borneli, cofundador e CEO da StartSe, ao debater a transformação digital das empresas.

Economista-chefe e Diretor do Departamento de Pesquisa Econômica do Bradesco, Fernando Honorato garante que o setor imobiliário brasileiro tem demonstrado capacidade de adaptação, apenas do ambiente de juros elevados. Ele defendeu que a valorização recente do real e a expectativa de redução gradual dos juros nos próximos 12 a 18 meses podem criar um ambiente mais favorável para investimentos, embora o elevado endividamento das famílias ainda limite o consumo e exija resiliência do mercado.

O encontro também abordou temas como planejamento na pré-obra, desafios de controle, produtividade e mão de obra nos canteiros, até soluções de alta performance para o setor, inteligência artificial aplicada à construção civil, formatação de empreendimentos imobiliários e crédito imobiliário aliado à gestão financeira, reforçando os principais desafios e oportunidades que vêm moldando a evolução da cadeia da construção. Se destacaram no segundo dia do evento os debates sobre planejamento de empreendimentos imobiliários e projeções de demanda baseadas em fatores demográficos, perspectivas para o mercado habitacional entre 2026 e 2028 e os desafios das incorporadoras, além de discussões sobre o uso de dados, inteligência artificial e inovação como pilares para aumentar a competitividade e impulsionar a transformação da construção civil.

Cadastre-se e receba
noticias no seu email

Notícias Recentes
Procurar por Mês
Procurar por Ano