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Grandes incorporadoras fecharam 2025 com resultados históricos

Segmento se mostrou, porém, altamente dependente do programa Minha Casa, Minha Vida

Incorporadoras tiveram muito o que comemorar com o mercado imobiliário em 2025, com recordes históricos de faturamento e lançamentos de projetos bilionários. As empresas listadas na Bolsa de Valores contabilizaram mais de R$ 55 bilhões em receita líquida, o que representou uma alta de 20% em relação ao ano anterior. No entanto, o ano também marcou por dívidas maiores e o segmento altamente dependente do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

O MCMV permitiu, por exemplo, que a Cury alcançasse em 2025 o melhor resultado da sua história, sendo que 95% de seu portfólio está enquadrado no programa habitacional do Governo Federal. A empresa registrou um lucro líquido de R$ 975,5 milhões e margem de 18,1%, além de 84 obras em andamento e 37 novos projetos. Segundo a Cury, a criação da faixa 4, que atende a classe média, fez toda a diferença nos resultados, atraindo um público com maior poder de compra.

– Observamos um crescimento expressivo em nossos lançamentos, que totalizaram R$ 8,3 bilhões em VGV (valor geral de vendas), e nas vendas líquidas, que alcançaram R$ 7,8 bilhões. A produção de 16,7 mil unidades e a expansão do banco de terrenos para R$ 24,6 bilhões em VGV indicam a capacidade operacional e planejamento de longo prazo – disse, ao jornal O Estado de São Paulo, Leonardo Mesquita, co-CEO da Cury.

A Plano&Plano também comemorou muito os resultados de 2025, quando alcançou o maior lucro líquido de sua história – R$ 361,5 milhões. A empresa promoveu 21 lançamentos, anunciou 17,8 mil unidades habitacionais e contabilizou mais de R$ 5 bi em VGV. As vendas líquidas, por sua vez, foram de mais de R$ 4,3 bi. O MCMV foi o principal motor de volume da Plano & Plano, com mais de 42 mil unidades em construção, distribuídas em 67 canteiros.

– Novas ferramentas que auxiliam na jornada de compra do imóvel estão sendo implementadas, melhorando a experiência do cliente, visando maior conversão. Parte da compressão da margem vem dos produtos vendidos no âmbito do programa Pode Entrar, que são vendidos a preços mais baixos comparados ao do mercado privado, comprimindo a margem bruta, mas parcialmente compensados por despesas comerciais mais baixas. Em 2025 a companhia entregou 3,6 mil unidades para o município de São Paulo referentes a este programa – disse o Diretor de Relações com Investidores da companhia, João Hopp.

A Tenda também registrou excelentes resultados no ano passado, quando alcançou um lucro líquido consolidado de R$ 505,7 milhões, o que representou um crescimento de 375,2% em relação ao ano anterior. Foram 20 mil unidades construídas, de 45 projetos lançados.

– O MCMV é um pilar estrutural do nosso negócio e teve papel central no desempenho de 2025. A previsibilidade do programa, combinada à forte demanda por habitação nas faixas de renda atendidas, sustenta nosso crescimento com maior visibilidade e menor volatilidade. A atuação da Tenda, principalmente nas faixas 1 e 2, nos permite capturar essa demanda de forma eficiente – atesta o CFO da construtora, Luiz Maurício Garcia.

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