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No Rio, tendência é trocar o centro urbano por cidades pequenas, em busca de qualidade de vida

Construtoras estão de olho neste filão. Em Araras, empreendimento terá até helicóptero compartilhado entre os moradores

Uma tendência vem se consolidando cada vez mais no Rio de Janeiro, desde os tempos da pandemia, mas que agora está promovendo mudanças no mercado imobiliário: muita gente parece disposta a trocar os centros urbanos por cidades pequenas, em busca de qualidade de vida. De olho neste filão, construtoras se voltam para cidades como Araras, Areal, Cachoeiras de Macacu, Petrópolis e Teresópolis, onde estão lançando empreendimentos diferenciados.

“A maior parte dos nossos clientes vem da capital e da Região Metropolitana do Rio. São pessoas em busca de uma segunda moradia, mas também já vemos um movimento consistente de compradores que estão transformando a Região Serrana em primeira residência. Esse público valoriza qualidade de vida, segurança, clima, natureza e uma rotina mais equilibrada, sem se desconectar totalmente da cidade. Essa mudança amplia o perfil dos empreendimentos e fortalece o mercado imobiliário local”, explicou Cláudio Leite, Diretor Regional da CIA Multiplataforma Imobiliária, ao jornal O Dia.

CEO da Urban Systems, consultoria de inteligência de mercado e planejamento urbano, Thomaz Assumpção garante que essa tendência está influenciando o planejamento urbano e investimentos do setor. “A preferência por mais qualidade de vida em regiões fora dos grandes eixos urbanos indica que as decisões imobiliárias estão cada vez mais conectadas a um novo estilo de morar. Os bairros planejados são um bom exemplo dessa demanda. Não se trata apenas de renda, mas de como as cidades funcionam no dia a dia. É um movimento que tende a influenciar investimentos, políticas públicas e o redesenho dessas localidades nos próximos anos. Será cada vez mais necessário investir em pesquisas para identificar quais áreas poderão receber novos projetos, sempre com atenção à infraestrutura de lazer, segurança, mobilidade, serviços e sustentabilidade”, garante ele.

E os exemplos de investimentos para surfar nesta tendência são muitos. Em Araras, por exemplo, o Oni Araras, da ONI Incorporações, comercializa terrenos de 2 mil a 4 mil m² e infraestrutura completa e diferenciada, com helicóptero compartilhado para os moradores, campo de golfe assinado pelo Ismar Brasil, campeão brasileiro e sul-americano, River Club, quadras de tênis da Techset e academia da Cia Athletica, spa da Rede Saison, filiais dos restaurantes Afrânio, gastronomia famosa da região, e do Zai Sushi. As obras já estão em um ritmo acelerado, informa a incorporadora.

O Quinta Portuguesa, empreendimento do Grupo STN em Areal, tem 124 lotas à venda, e o condomínio contará com miradouro, inspirado no de Santa Luzia, lago, trilha, olival, clube com piscina, restaurante, prainha artificial e quadras esportivas, entre outras opções. Em Cachoeiras de Macacu, o Reserva dos Ipês, lançamento da Abovyan Participações, conta com 584 lotes, e o condomínio tem conceito de “fazenda glamping”, que reúne a liberdade rural e uma infraestrutura completa de lazer, segurança e tecnologia, em uma área de 350 mil m², cercada por rios, matas preservadas e pela força simbólica dos ipês.

Em Petrópolis, mais especificamente em Itaipava, a Fazenda Bela Vista, da Farmbv Empreendimentos, ocupa uma área de mais de 1 milhão de m², dos quais 500 mil m² serão preservados. Ali serão construídas casas e apartamentos, além de um hotel-boutique com apenas oito quartos, em parceria com o Grupo Locanda, famosa marca hoteleira local. Por fim, Teresópolis abriga a recém-inaugurada Vinícola Maturano, residencial com um complexo de mais de 2 milhões de m², com 206 lotes e um hotel com 61 quartos.

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