Novas regras do programa permitem mais previsibilidade ao setor da construção civil, novos investimentos e a continuidade dos lançamentos, comemora a entidade
De acordo com estimativas da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), com as novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida, seu público potencial incluirá 6,4 milhões de famílias, e será possível financiar imóveis de até R$ 600 mil na faixa 4 do programa, voltada para a classe média, já que nesta faixa a renda familiar bruta permitida é de até R$ 13 mil.
Segundo a Abrainc, as novas regras do programa permitem mais previsibilidade ao setor da construção civil, novos investimentos e a continuidade dos lançamentos no âmbito do Minha Casa, Minha Vida. Ainda de acordo com a entidade, a atualização dos tetos revisa o poder de compra do programa, considerando os recentes aumentos de inflação e custos de construção que não estavam contemplados nos antigos limites de preço de imóvel.
O indicador Abrainc Fipe em 2025 revela que os lançamentos dentro do programa habitacional do Governo Federal cresceram 38%, acima da média do mercado imobiliário total, que foi de 31%. Em São Paulo, por exemplo, compradores também tiveram acesso a programas complementares municipal e estadual, o que permitiu, apenas na capital paulista, a venda de 93 mil unidades, com um aumento de 79% sobre os números de 2024.
Assim ficam as faixas a partir de agora:
- Faixa 1 (até R$ 3.200): entre 4% e 4,5% ao ano (para rendas mais próximas do teto de R$ 2.850,01 a R$ 3.200)
- Faixa 2 (R$ 3.200,01 a R$ 5.000): entre 4,75% e 5,5% ao ano
- Faixa 3 (R$ 5.000,01 a R$ 9.600): entre 6,5% e 7,66% ao ano
- Faixa 4 (R$ 9.600,01 a R$ 13 mil): cerca de 10% ao ano