Pesquisa global realizada pela KPMG, intitulada Construction Survey, aponta que o setor da construção civil brasileiro mantém uma perspectiva positiva para os próximos anos. De acordo com a pesquisa, 58% dos executivos brasileiros demonstram otimismo em relação ao futuro da indústria, no entanto 65% afirmam adotar uma postura mais cautelosa diante dos riscos, enquanto 35% dizem estar menos conservadores.
Para chegar a esse resultado, a KPMG entrevistou 31 empresários brasileiros do ramo, que fazem parte dos 375 líderes da construção de diferentes países que foram ouvidos. “É evidente que as empresas lidam com um cenário desafiador devido às incertezas de investimento de clientes, complexidade dos projetos, aumento nos custos, restrições de financiamento, questões tecnológicas, vulnerabilidades na cadeia de suprimentos, ambiente regulatório e exigências crescentes de sustentabilidade”, avalia a Sócia-diretora e líder do segmento de infraestrutura da KPMG no Brasil, Tatiana Gruenbaum, para quem os resultados indicam que parte das companhias já identifica oportunidades de expansão, mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelo setor.
A principal estratégia apontada por 68% dos executivos é a valorização das equipes, seguida da tecnologia, considera essencial para 65% dos entrevistados, e a adoção de novos modelos de entrega de projetos, citada como crítica por 58%. A pesquisa indicou, ainda, que 52% dos entrevistados buscam mais eficiência e lucratividade, entre prioridades operacionais, 35% concentram esforços em atender melhor às demandas dos clientes, enquanto 32% pretendem expandir a atuação para novos mercados. Tecnologia e inovação são prioridades para 29% dos participantes, seguidas pela gestão de riscos (23%) e pelo fortalecimento da cadeia de suprimentos (6%).
Tatiana acredita que a expectativa de aumento dos investimentos em qualificação demonstra que as empresas reconhecem a necessidade de promover uma transformação operacional para sustentar o crescimento em um ambiente de instabilidade. “As empresas precisam ir além de iniciativas isoladas e adotar uma integração entre os setores. É importante ocorrer um alinhamento entre as prioridades estratégicas das companhias e os instrumentos operacionais disponíveis, sugerindo um caminho claro para o crescimento resiliente e adaptável”, finaliza ela.