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Sócio da Loft diz que já há transações imobiliárias 100% digitais

Segundo ele, a grande mudança, porém, é a forma como se busca um imóvel

Em uma entrevista exclusiva ao jornal Folha de São Paulo, o empresário húngaro Mate Pencz, um dos fundadores da Loft, disse que “já temos transações 100% digitais, sem ninguém visitar nenhum imóvel, acontecendo o tempo todo. Muitas vezes esse imóvel é para investimento. A pessoa acha que está no preço certo e compra”. Segundo ele, “a maioria ainda não quer fazer dessa forma. A grande mudança de hábito consolidada está na forma como se busca o apartamento. Agora, depois de fazer a pesquisa, que já existia nos classificados online, o cliente faz um tour virtual, vê a planta, verifica a documentação online. A seguir, em vez de visitar oito apartamentos em um sábado ou domingo, ele vai com muito mais intencionalidade em apenas um ou dois apartamentos, que são os finalistas. Agenda visita com corretor e vai até lá em menos de duas horas. Feita a proposta, você continua, na maioria dos casos, no fluxo online. Mesma coisa com financiamento. Se o nosso cliente optar por financiar, mostramos propostas de bancos parceiros nossos”.

Pencz disse à Folha que “os consumidores estão cada vez mais dispostos a fazer compras de valores altos pela internet, inclusive dos apartamentos vendidos por sua companhia; existe capital abundante para negócios de tecnologia e muita gente querendo trabalhar nessas empresas. Era muito difícil encontrar alguém louco o suficiente para trabalhar como funcionário de startup. Hoje isso mudou. Temos o luxo de escolher entre muitos talentos altamente capacitados”.

O empresário disse que “estamos vivendo um momento inédito em todo o ecossistema de startups. Mas, em proptechs, estamos vivendo tempos inauditos. Penso a Loft como uma empresa de e-commerce. Ela permite comprar e vender um produto que não se comprava online”. Sobre o impacto da pandemia no setor, afirmou ao jornal paulista que “a crise, nesse sentido, teve esse efeito colateral. Pessoas de faixas etárias acostumadas com agências bancárias foram para bancos digitais. Os cartórios se adaptaram ao online. E além dessa prontidão para fazer tudo pelo meio digital, na pandemia houve apreciação muito maior pela casa”.

Questionado sobre o equilíbrio entre a oferta e a demanda de imóveis, afirmou que “em geral, os preços estão subindo levemente. Há uma procura um pouco maior do que a oferta. Tanto no secundário, de usados, como no primário, que acompanhamos, mas não atuamos ativamente. Isso tem a ver com a taxa de juros e com essa reorientação para o home office. É um desafio. Você precisa fazer ajustes em tempo real, conseguir o estoque certo no preço certo”. Também revelou que ainda não sentiu o impacto da alta dos juros no setor. “Até agora não sentimos impacto grande. Ainda estamos em patamares muito inferiores ao que tivemos em anos anteriores. Vamos ver com o tempo como o mercado se comporta. Mas penso que, mais do que essa oscilação dos juros, tem uma mudança cultural importante acontecendo, das pessoas enxergando que o financiamento imobiliário é o mais barato que se pode tomar”.

Publicado em 01/10/2021

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