Durante um evento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em São Paulo, com a presença de uma boa parte do PIB da construção civil brasileira, o Ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu que o país precisa reforçar o ajuste fiscal para conter a alta da dívida pública, abrindo espaço para a redução dos juros. Durigan defendeu, ainda, a manutenção dos mecanismos públicos de financiamento que sustentam a construção civil, como o FGTS, o Fundo Social e o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.
O Ministro disse que é preciso que as despesas cresçam menos do que as receitas, reconheceu a necessidade do reforço do arcabouço fiscal e falou que é papel do Governo federal garantir o equilíbrio das contas públicas. “Nós temos que dar a garantia de que essa regra fiscal vai seguir existindo ou a receita crescendo mais do que a despesa”, disse ele.
Durigan explicou que o aumento da dívida pública nos últimos anos não decorre apenas do resultado primário, e disse que a taxa de juros passou a ter peso maior na expansão da dívida de 2024 para cá, daí a necessidade premente da redução dos juros. O Ministro da Fazenda ressaltou que a construção civil depende de uma combinação entre mercado privado e mecanismos públicos de financiamento e que a queda na formação de poupança, tradicional fonte de recursos para o crédito imobiliário, exige a criação de novas alternativas de funding. Durigan defendeu, ainda, que é preciso preservar a capacidade de financiamento do setor enquanto se busca uma solução para a mudança estrutural no mercado de crédito imobiliário.