O Ministério das Cidades e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) realizaram uma pesquisa com os beneficiários do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e pediram para que eles dessem uma nota, de zero a dez, para sua satisfação quanto a moradia adquirida. A nota média foi de 8,8, numa amostra de 7.620 domicílios financiados pelo MCMV. O próprio ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, e o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) e presidente do Ipea, Marcelo Neri, divulgaram os resultados da pesquisa. Segundo os ministros, em suma, a pesquisa revelou que os beneficiários comprometem 19,1% de sua renda com a moradia e avaliaram sua própria satisfação com notas médias de 7,9 para o custo das prestações, 8,1 para o entorno de suas residências e 8,6 para seu aumento de bem-estar. “A percepção de qualidade de moradia nos últimos 10 anos melhorou e a qualidade das moradias, através de seu valor de mercado, teve valorização de 39%”, disse Neri, destacando que esse crescimento foi maior para os mais pobres, atingindo o público-alvo do programa – os beneficiários que possuem renda até R$ 600. “O MCMV possibilita que as mudanças socioeconômicas no país sejam sustentáveis, pois se assenta na aquisição da casa própria, um bem sustentável que tem sido valorizado cada vez mais”, crê Neri. Ele pontuou que no Brasil, assim como em outros países espalhados pelo mundo inteiro, os imóveis são o principal ativo em que as famílias acumulam riqueza. De acordo com a pesquisa, o estoque de capital mantido pelas famílias brasileiras na forma de imóveis ficava ao redor de R$ 4,17 trilhões em abril de 2013. Segundo o ministro Aguinaldo Ribeiro, o programa MCMV gerou, direta e indiretamente, 1,26 milhões de empregos em 2012 e deve atingir 1,27 milhões em 2013, impactando em 2,6% o total de empregos formais no país. As compras de materiais e serviços adicionadas pelo MCMV foram de R$ 22 bilhões e a renda injetada na economia brasileira, segundo a estimativa do ministro, totalizou R$ 30 bilhões em 2012, o que equivalente a 0,6% do produto interno bruto (PIB) nacional. “Cada R$ 1 milhão investido no programa gera 32 postos de trabalho e R$ 744 mil de renda adicional no país”, disse Ribeiro. Do estoque total de moradias existentes hoje no Brasil, ele estima que as financiadas pelo MCMV já representam 0,7%, chegando a 1,7% no caso das famílias com renda de até R$ 1.600 mensais. Com a meta inicial de entregar 3,75 milhões de unidades até 2014, o programa já contratou 3 milhões e entregou 1,4 milhão até novembro de 2013. O Ministério das Cidades informa que o investimento total realizado até o momento foi de R$ 193 bilhões e o volume alocado até 2014 totaliza R$ 234 bilhões. “A análise do PMCMV possibilitará traçar o planejamento urbano do país para os próximos anos”, finalizou Ribeiro.