O fraco desempenho da economia levou o governo federal a tomar novas medidas para atacar a falta de crédito no mercado. E as novidades pretendem tornar o esse crédito mais seguro para os bancos e mais barato para os clientes, principalmente no mercado imobiliário. O próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou, no dia 20 de agosto as ações simplificando o financiamento imobiliário. Essas medidas reduzem a burocracia e o custo de compra e venda dos imóveis e foram consideradas positivas pelo mercado. O governo irá editar uma medida provisória determinando que cada imóvel tenha um número de identificação, registrando todas as operações de compra e venda pelos quais passou. Com isso, pretende-se reduzir a verdadeira peregrinação dos compradores por cartórios para analisar a situação do bem: a Associação Nacional dos Notários Registradores afirma que hoje uma operação de compra e venda exige a apresentação de mais de dez certidões. Outra novidade anunciada por Mantega é que até 3% dos recursos da caderneta de poupança destinados ao mercado imobiliário sejam utilizados para operações de crédito de qualquer finalidade, garantidos por imóveis quitados e não hipotecados. Serão criados novos títulos para captar recursos no mercado, chamados Letras Imobiliárias Garantidas, isentos de imposto de renda quando o prazo superar dois anos. Também foi anunciado pelo ministro que o cliente poderá autorizar o banco a, em caso de inadimplência, retomar o bem financiado diretamente, sem precisar recorrer à Justiça.