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Banco Central anuncia medidas para estimular economia

Ideia é aumentar o crédito disponível no mercado em até R$ 45 bilhões

O Banco Central anunciou, em 25 de julho, medidas para estimular a economia no país e aumentar o crédito disponível no mercado em até R$ 45 bilhões. A ideia é que as instituições financeiras não deixem dinheiro parado e emprestem mais e, par isso, regras internas do sistema financeiro foram modificadas. A principal medida criada é um conjunto de mudanças nos depósitos compulsórios (parte do dinheiro depositado pelos clientes que os bancos são obrigados a recolherem aos cofres do Banco Central). A partir de agora, não será remunerada metade dos compulsórios sobre os depósitos a prazo (CDBs, por exemplo) e isso significa que a instituição que não emprestar esse dinheiro não terá remuneração sobre ele. O dinheiro ficará parado nos cofres do BC. Outra novidade é que os bancos que optarem por comprar a carteira de crédito de outras instituições terão um número maior de opções. O BC aumentou a lista de bancos que podem vender suas operações, de 58 para 134. Assim, permitiu que todas instituições financeiras com um Patrimônio de Referência menor que R$ 3,5 bilhões vendam suas carteiras. O BC também quer incentivar o crédito para pequenas empresas e, para isso, aumentou de R$ 600 mil para R$ 1,5 milhão o limite de empréstimo para pessoas jurídicas de pequeno porte, que podem ser classificadas como operações de varejo. Dessa forma, são sujeitas à menor exigência de capital. As medidas devem estimular principalmente a compra de bens de consumo, mas também estimularão o mercado imobiliário, acreditam especialistas. O Banco Central deixou claro que as medidas não irão provocar inflação. “Essas medidas em nada alteram as projeções de inflação do Banco Central do Brasil”, disse o BC, por meio de sua assessoria de imprensa.

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