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Construção civil: crescimento depende do custo do crédito

“Uma taxa de juros alta desestimula investimentos de longo prazo”, diz o Presidente da CBIC

O Presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, avalia que o setor apresentou desempenho consistente em 2025 e avançou em diversos indicadores, mas a continuidade desse ciclo positivo depende diretamente de condições macroeconômicas mais favoráveis, especialmente no que diz respeito ao custo do crédito. “Uma taxa de juros alta desestimula investimentos de longo prazo, que são a base dos projetos habitacionais e de infraestrutura. Com financiamento mais caro, famílias têm dificuldade de acessar crédito imobiliário, governos enfrentam obstáculos para viabilizar projetos estruturantes e empresas assumem maior risco ao planejar expansões ou modernizações”, disse ele.

Correia afirma que uma redução consistente do custo do capital permitiria ampliar o acesso à moradia, acelerar obras prioritárias e fortalecer a infraestrutura nacional, criando um ciclo virtuoso de investimentos, emprego e produtividade. “O setor está preparado para avançar, mas precisa de um ambiente financeiro mais favorável para entregar ao país todo o seu potencial, ajudando no desenvolvimento do país e na redução do déficit habitacional”, defendeu ele.

De acordo com a Sondagem Nacional da Indústria da Construção, da CNI em parceria com a CBIC, a taxa de juros elevada é o principal entrave do setor. “Por isso, a perspectiva de redução dos juros, aliada ao novo modelo de financiamento imobiliário, ao bom desempenho do mercado, com alta em vendas e lançamentos, ao programa Reforma Casa Brasil e ao avanço dos investimentos em infraestrutura, tende a impulsionar a construção civil em 2026”, ressalta a economista da CBIC, Ieda Vasconcelos.

Segundo a Agência CBIC, a última projeção da entidade estimava crescimento de 1,3% do PIB da Construção em 2025. Porém, o resultado do terceiro trimestre, divulgado pelo IBGE, surpreendeu positivamente: após recuos de 0,7% no primeiro trimestre e 0,3% no segundo, o setor avançou 1,3% no terceiro trimestre, na série com ajuste sazonal. Esse resultado abre espaço para um desempenho melhor do que o previsto. “Mesmo considerando os impactos dos juros elevados, a construção pode, em 2026, registrar o seu terceiro ano consecutivo de crescimento, o que certamente contribuirá para o incremento da economia nacional, para maior geração de renda e de emprego”, aponta Ieda.

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