A liberação do compulsório da poupança não é a solução para o funding imobiliário. É o que garantiu o Diretor de Regulação do Banco Central, Gilneu Vivan, durante sua participação no Abecip Summit 2025, evento promovido pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP), em São Paulo, em 14 de agosto. Vivan defendeu uma mudança gradual na forma como os recursos são alocados e garantiu que a liberação do compulsório da poupança é uma medida de custo prazo e que não resolverá o problema.
“Em vez de olhar para o saldo, propomos olhar o direcionamento da poupança para concessão. O saldo é uma construção com base em prazos e taxas de amortização, um amontado de diferentes operações em diferentes tempos. Quando falamos em concessão, falamos efetivamente na ação que gerou o crédito”, defendeu o Diretor do BC, pontuando que a mudança no funding não deve ser feita do dia para a noite. “Não existe mágica neste processo. Falamos em processo de transição que levará, no mínimo, 10 anos. Se chegarmos, ao fim e ao cabo, a implementar, vamos fazer de modo gradual”, concluiu.