Notícias

Especialistas querem criação de novas fontes de financiamento da casa própria

Mas acreditam que a caderneta de poupança continuará como principal fonte de financiamento para a compra de imóveis

“Temos desafios pela frente, o mais importante deles é como assegurar recursos de forma mais inteligente conforme o mercado vem demandando”. A afirmação é do vice-presidente de governo da Caixa Econômica Federal, José Urbano Duarte, durante um seminário promovido em setembro pela Associação Brasileira de Empresas de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Segundo ele, porém, a caderneta de poupança deve se manter como a principal fonte de financiamento à compra de imóveis, deixando de lado “temores de que seus recursos se esgotariam no curto prazo”. “Independentemente do uso de novas alternativas, a poupança não se extingue como ‘funding’. Pode ficar mais cara para ser contratada como operação, mas continuará sendo uma forma de investimento importante e que vem se desenvolvendo”, afirmou Duarte. O presidente da empresa de securitização de recebíveis imobiliários Cibrasec, Onivaldo Scalco, também presente ao evento, acredita que a poupança não vai se esgotar, mas também defende novas formas de se assegurar recursos para a casa própria. “Embora a poupança seja perene, não vá se esgotar, se imaginarmos que o ritmo de contratações se mantenha como o atual, esse funding não será suficiente”, afirmou ele. Especialistas defenderam a necessidade de se desenvolver novas fontes de financiamento ao setor de crédito imobiliário já que a demanda por imóveis residenciais é cada vez maior, aliada a taxas menores de desemprego, déficit habitacional e aumento de renda. “O fundo é o veículo de investimento mais adequado para participar da indústria imobiliária. É possível carregar ativos, desenvolver projetos… Além da vantagem fiscal, do ponto de vista da pessoa física, de isenção de Imposto de Renda”, disse o sócio e gestor de fundos de incorporação imobiliária da Kinea, Carlos Martins. Os especialistas presentes ao evento destacaram como duas frentes para complementar os recursos de crédito habitacional a securitização de recebíveis e os “covered bonds”, muito comuns na Europa.

Cadastre-se e receba
noticias no seu email

Notícias Recentes
Procurar por Mês
Procurar por Ano