A Companhia de Habitação Popular de Curitiba iniciou as obras de urbanização da Vila Acrópole, ocupação irregular localizada no bairro Cajuru, onde moram em torno de quatro mil pessoas. A Cohab-CT cadastrou 1.220 famílias, das quais 235 em situação precária dentro da faixa de preservação do rio Atuba, que serão transferidas para novas casas. As demais 985 serão atendidas com obras de pavimentação e drenagem, além da regularização fundiária. Após a transferência das famílias para as novas moradias, garante a companhia, as margens do rio que estavam habitadas irregularmente receberão obras de recuperação ambiental. Será restaurada uma área com extensão de 750 metros, onde haverá plantio de grama e mais de mil mudas de árvores nativas. “Deste modo as famílias preservam o vínculo que possuem com o local, pois moram ali há muitos anos. Todavia, não mais viverão de maneira precária, vamos garantir a eles uma estrutura que possibilite melhor qualidade de vida”, afirma o presidente da Cohab, Ubiraci Rodrigues. Segundo a Cohab-CT, para assegurar a transferência dos moradores que estão dentro da área de risco será construído um novo empreendimento habitacional – o Moradias Alamanda, com 75 unidades. Outras 99 novas casas serão construídas em lotes vagos na própria Vila Acrópole e completa o reassentamento de moradores em condição insalubre, a construção do conjunto Moradias Irati, composto por 61 moradias, das quais 21 já foram entregues. A companhia informou que a maior parte dos recursos para a realização do projeto serão financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), R$ 17,6 milhões. Para complementar a intervenção, também serão investidos mais R$ 669 mil do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS).