A CDHU -¬ Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano, braço operacional da Secretaria de Estado da Habitação de São Paulo – lançou no final de maio a licitação para a construção do seu primeiro residencial vertical que irá produzir energia a partir da luz solar, por meio de placas fotovoltaicas. O conjunto será construído no município de Aparecida, na região administrativa de São José dos Campos, e contará com 62 unidades para famílias de baixa renda. O uso de energia solar proporcionará desconto na conta de luz do apartamento e do condomínio. Segundo a CDHU, “a iniciativa, que tem baixo custo de manutenção, é resultado da experiência com projetos-¬piloto que a companhia implantou desde o começo do ano, em 26 moradias pelo interior do Estado, que permitem geração de energia e criam um sistema de compensação de energia elétrica com a rede”. O secretário estadual da Habitação, Rodrigo Garcia, disse que o Governo de São Paulo sempre esteve na dianteira de inovações para moradias de interesse social. “A CDHU, em seus mais de 50 anos, já fez isso com os aquecedores solares para água de chuveiro, individualização da medição de água e agora vamos fazer isso com a energia fotovoltaica”, garante ele. De acordo com a CDHU, a construtora responsável será selecionada e o contrato assinado até setembro, com início da construção do Conjunto Habitacional Aparecida B a partir de novembro. O investimento previsto é de R$ 9,3 milhões. O residencial contará com playgrounds, paisagismo completo – árvores, gramado e forrações –, mesas de concreto e bancos. Também será viabilizada toda a infraestrutura necessária: redes públicas e condominiais de energia, gás, esgoto e água, medição individualizada de água, sistemas de drenagem e telefonia. “A população do Estado de São Paulo está introduzindo fortemente a energia solar fotovoltaica em suas residências e o projeto da CDHU traz esse benefício para a população de baixa renda, que terá o abatimento na conta de luz e colaborando com o meio ambiente”, afirma o secretário estadual de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles.
Publicado em 03/07/2017