“Dentro do processo de transição para o novo modelo de crédito imobiliário, o volume do depósito obrigatório que os bancos devem fazer no Banco Central (BC) sobre o dinheiro captado da poupança vai diminuir aos poucos, chegando a zero no período de dez anos”.
A previsão é do jornal Valor Econômico, ao informar, em reportagem sobre as novas regras de funding da poupança, que o total dos recursos depositados na caderneta de poupança passará a ser referência para o volume de dinheiro que os bancos devem destinar ao crédito habitacional, incluindo as modalidades do SFH (Sistema Financeiro de Habitação) e do SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário).
“Quando o modelo estiver plenamente implementado, se uma instituição captar no mercado R$ 1 milhão e direcionar integralmente esse montante para financiamento imobiliário, ela poderá usar a mesma quantia captada na poupança, que tem custo mais baixo, para aplicações livres por um período predeterminado, que deve ser de seis a sete anos. Só que, para isso, 80% dos financiamentos habitacionais deverão ser feitos pelas regras do SFH, que têm juros limitados a 12% ao ano”, explicou o jornal.