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Fórum Nacional de Secretários de Habitação quer aperfeiçoar programa Minha Casa, Minha Vida

Entidade defende atendimento prioritário para famílias que moram em áreas de risco, aumento de teto de investimento pela Caixa e criação de linhas de crédito exclusivas para urbanização

Reunido na sede da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), em São Paulo, no dia 13 de abril, o Fórum Nacional de Secretários de Habitação e Desenvolvimento Urbano (FNSHDU) discutiu e fez sugestões para o aperfeiçoamento da segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida. O atendimento prioritário às famílias que moram em áreas de risco, o aumento do teto de investimento pela Caixa e a criação de linhas de crédito exclusivas para urbanização foram os principais pontos apresentados. A reunião contou com a participação da Associação Brasileira de Cohabs (ABC), secretários de Habitação e presidentes de COHABs de 12 estados brasileiros, e terminou com a produção de um documento, com sugestões para aperfeiçoamento do programa, que será encaminhado aos ministérios da Fazenda e das Cidades. “Antes de discutirmos a segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida, precisamos resolver a primeira. O Minha Casa, Minha Vida 2 ainda é um cheque pré-datado. É um plano de governo para daqui um ano. Não há condição para aplicar esses recursos ainda este ano”, disse o secretário de São Paulo, Lair Krähenbühl, que assumiu a presidência do FNSHDU durante a reunião. A prioridade no atendimento às populações moradoras de áreas de risco foi um dos pontos mais debatidos. “Há uma semana, o Ministério das Cidades definiu que as áreas de risco vão ter prioridade no programa. Mas não serão atendidas as famílias já cadastradas nas Cohabs e que esperam atendimento há anos, e sim aquelas que se inscreveram após o lançamento do programa. Esse critério não é o mais adequado. Temos de repensar esse cadastramento e dar realmente prioridade às famílias em áreas de risco de deslizamento, de enchentes e moradores de morros e favelas”, disse Lair Krähenbühl. Também ganhou destaque o desejo de uma maior participação da entidade nas decisões nacionais que envolvem a área da habitação de Interesse Social. “Estados e municípios precisam participar da concepção da segunda fase do programa. Hoje, somos atores de segunda linha. Precisamos ser protagonistas de todo o processo”, disse o deputado estadual e ex-secretário de Habitação do Mato Grosso do Sul, Carlos Alberto Xavier Marun, que transmitiu o cargo de presidente do FNSHDU ao secretário paulista. Um terceiro ponto mobilizou os participantes do encontro: o teto de investimento do programa, que nas regiões metropolitanas é R$ 52 mil por unidade. Segundo Lair, “o valor de investimento do programa nas nove principais regiões metropolitanas do país inviabiliza a construção de unidades. Em cidades como Rio e São Paulo, só o terreno custa mais que a cota imposta pelo programa”. O Fórum propõe um aumento de 35% no limite para os municípios das regiões metropolitanas e de 25% para os demais. “Avalio que todos os aspectos apontados na discussão são fundamentais, mas gostaria de destacar a importância do aumento do percentual destinado ao trabalho social nos empreendimentos para a população de baixa renda. Temos a compreensão de que não basta apenas dar a moradia, mas também desenvolver um projeto de geração de trabalho e renda, já que o público alvo é extremamente vulnerável”, avaliou Maria Luiza Suarez Moraes, representante do Departamento Municipal de Habitação de Porto Alegre – RS. “A criação de um manifesto com novas propostas para os programas do Governo Federal, aglutinando ideias de todos os representantes envolvidos na área de habitação, é a maneira encontrada para que os projetos tenham mais agilidade e os recursos cheguem com mais rapidez para os que precisam. O foco é a população que recebe até três salários, que tem o direito de morar em casas mais modernas, com novas tecnologias e projetos arquitetônicos melhores”, finalizou Mauro Brito, presidente da Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais.

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