A construtora Rossi Residencial anunciou ter registrado no segundo trimestre de 2017 um prejuízo líquido de R$ 161,8 milhões, o que significou um resultado 29,4% maior que a perda de R$ 125 milhões registrada no mesmo período de 2016. O prejuízo da construtora no primeiro semestre do ano foi de R$ 324,7 milhões, 21,5% mais alto que o prejuízo observado nos primeiros seis meses do ano passado. Entre os meses de abril e junho, o Ebitda (juros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Rossi se apresentou negativo no montante de R$ 90,6 milhões. No segundo trimestre de 2016, esse valor negativo foi de R$ 41 milhões. Segundo publicou a revista Exame, “a receita líquida da Rossi proveniente da venda de imóveis e serviços ficou em R$ 68,3 milhões no segundo trimestre, indicando recuo de 43,4% em relação ao informado um ano antes. No acumulado do semestre, a queda foi de 9,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 207 milhões. O fraco desempenho é atribuído à deflação apurada no segundo trimestre pelo IGP-M. As vendas líquidas da Rossi no segundo trimestre somaram R$ 56,2 milhões, alta de 195,8% na comparação anual. No primeiro semestre, as vendas líquidas somaram R$ 161,6 milhões, registrando um salto de 345,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os distratos ficaram em R$ 136,2 milhões no trimestre, avanço de 51%. No acumulado de 2016, as rescisões caíram 37%, para R$ 317,2 milhões. Entre abril e junho, o resultado financeiro líquido da construtora foi negativo em R$ 56,9 milhões, indicando uma piora de 28,5% ante o mesmo período do ano anterior, quando o resultado foi negativo em R$ 44,3 milhões”. Segundo a revista, o desempenho é atribuído ao crescimento do endividamento corporativo e consequente aumento das despesas financeiras. “Ao final de junho, a dívida líquida da Rossi chegou a R$ 2,006 bilhões, avanço de 1,2% em relação ao valor de março de 2017. A alavancagem da construtora, medida pela relação dívida líquida e patrimônio líquido, passou de 352,9% para 510% em três meses”, informou a Exame.
Publicado em 01/09/2017